Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015
Por Donato Heinen. Publicado em 21/03/2020

Notas e Apartes 1.344

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 11-3-20


  De Salisbury, Carolina do Norte, EUA

Passaporte – Uma das novidades em relação a minha última visita aqui aos Estados Unidos é com relação ao não lançamento de carimbo no passaporte, quando da chegada em Miami. Agora, é obrigatório preencher um questionário eletrônico no aeroporto. No setor de controle, sequer tive que apresentar meu passaporte atual, apenas o de 2010, onde consta meu visto norte-americano.

Lixo – No apartamento do Beto e da Taciara, em Gainesville, tem uma maneira  interessante de dar destinação ao lixo orgânico. Cascas de frutas, restos de alimentos, erva-mate e outros são colocados na pia da cozinha, misturados com água e triturados dentro do ralo, indo direto ao esgoto cloacal.

Gasolina – Os preços dos combustíveis continuam bastante acessíveis nos Estados Unidos. Aqui, a medida é o galão. Não se usa o litro como referência. Um galão equivale a 3,785 litros. O preço mais caro que paguei, considerando os quatro estados onde transitei de carro até agora, foi de US$ 2,39 o galão, na Flórida. O mais barato encontrei na Carolina do Sul, a US$ 1,89. Ou seja, considerando uma média nesta região de cerca de US$ 2,10 o galão e arredondando o valor do dólar para 5 reais, o preço do litro fica em torno de US$ 0,55, ou R$ 2,77. A grande diferença em relação ao nosso país está nos tributos. Cerca da metade do preço final do litro de gasolina no Brasil é de tributos (impostos, taxas e contribuições).

Rodovias – Aqui tem estrada que não acaba mais. A pavimentação é de qualidade, mesmo nas rodovias secundárias. Buraco em estrada é algo que não se conhece por aqui. As autoestradas têm pedágio com preços baratos para os norte-americanos. Já para nós, nem tanto, devido à desvalorização do real frente ao dólar. Na segunda-feira, na Carolina do Sul, vi um trecho em obras. Uma pavimentação de fundamento, feita de concreto com mais de 30 centímetros de espessura. Pra durar no mínimo 30 anos.

Manifestação – A julgar pelas mobilizações feitas em redes sociais, no próximo domingo, 15, teremos uma das maiores manifestações de rua já ocorridas no Brasil. Pessoas que antes assistiam tudo passivamente estão indo para as ruas dar seu apoio ao governo federal. Bolsonaro foi eleito pelas mobilizações em redes sociais e precisa cada vez mais de apoio popular para conseguir governar contra um sistema corrupto implantado no país há décadas.

Congresso – Um dos maiores problemas brasileiros chama-se Congresso Nacional. A maioria dos parlamentares estava acostumada a negociações nada republicanas com o governo federal. O presidente está fazendo tudo que a legislação lhe permite para evitar o uso indevido do dinheiro público. Mas a resistência no Congresso é enorme. Muitos deputados e senadores querem que volte o toma lá, dá cá. E só com o povo nas ruas protestando contra um sistema podre e corrupto para frear o mau uso do suado dinheiro dos pagadores de impostos.

Título – Ao conceder o título de cidadão honorário de Paris ao ex-presidiário Lula, a prefeita parisiense mostra todo seu deboche para com as pessoas de bem do Brasil. Afinal, ela homenageou com o título de cidadão honorário alguém condenado por corrupção em todas as instâncias da Justiça Brasileira. Segundo o Ministério Público, trata-se do maior ladrão que o Brasil já conheceu em todos os tempos.

 

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