Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015Água Kangen
Por Donato Heinen. Publicado em 21/03/2020

Notas e Apartes 1.345

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 18-3-20


De Martha’s Vineyard, Massachussets, e Portland, Maine, EUA

  Caminhadas – A melhor maneira de conhecer uma cidade é a pé. Nas visitas que fizemos a Washington, Filadélfia e Nova Iorque, de quinta a sábado, o meu filho Luís Roberto, a nora Taciara e eu, caminhamos 37,4 km por ruas e parques. Conseguimos ver belas atrações turísticas e muitos cenários de filmes nessas três cidades. 

  Visita – Na Copa do Mundo de 2018, em Samara, na Rússia, conheci e entrevistei para o meu programa de rádio o mineiro de Belo Horizonte Wagner Castor, que mora há cerca de 33 anos nos Estados Unidos. Ele tem dupla nacionalidade, é cidadão norte-americano e brasileiro. Wagner já residiu em Miami, Boston e atualmente mora na ilha de Martha’s Vineyard, onde fui visitá-lo no final de semana.

Acesso – A única forma de acesso é de balsa (ferry boat). Pode-se vir tanto como pedestre e também de carro. Mas aí o preço é proibitivo para o brasileiro – 180 dólares, somando ida e volta. A pé, o valor é de 17 dólares. Deixei o carro na cidade de Falmouth no domingo à tarde e fui até a ilha de balsa.

  Ilha – Com área de 231,75km2, Martha’s Vineyard é uma das maiores ilhas dos Estados Unidos. Fica ao Sul de Massachussets, próximo ao Estado de Rhode Island, o menor dos 50 estados norte-americanos com apenas 3.144 km2. Martha’s Vineyard tem cerca de 10 mil habitantes permanentes, muitos deles brasileiros. É uma região fria durante a maior parte do ano, mas no curto verão, de julho a agosto, recebe dezenas de milhares de turistas. É uma colônia de férias para veraneio de pessoas financeiramente bem providas.

Inverno – O inverno costuma ser bastante rigoroso aqui na região Nordeste dos EUA. Em muitos estados, a época do frio dura até oito meses ao ano. Neste momento, estou em Portland, Maine. Na noite de segunda-feira, fez -2 graus celsius. Na terça de manhã, começou um chuvisco misturado com pequenos flocos de neve.

  Nordeste – Nesta região dos Estados Unidos, a agricultura praticamente não existe. Quase tudo é importado de outros estados.  O que se vê muito são floretas de pequeno porte ao longo das rodovias.

Mercadorias – O povo vira tipo bicho quando bate o medo coletivo. Aqui na região onde estou agora, ainda não fui ao supermercado. Por isso não sei se já faltam produtos. Mas em Gainesville, Flórida, onde o Beto e a Taciara residem, já na segunda-feira muitas pratelerias estavam vazias com o povo fazendo estoque de comida e produtos de higiene e limpeza.

Histeria – Com o devido respeito a quem pensa o contrário, acredito que o efeito manada produzido pelo medo coletivo fez o mundo cair num grande conto do vigário. Como a doença é pouco letal, ou seja, mata um número pequeno das pessoas infectadas, tem gente se aproveitando para espalhar o terror com fins escusos. Virou uma verdadeira histeria coletiva.

 

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