Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015Água Kangen
Por Donato Heinen. Publicado em 01/04/2020

Notas e Apartes nº 1.347

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 1º-4-20


Retorno – Foram 63 horas de viagem desde Miami até Santo Cristo, incluindo esperas em aeroportos e na rodoviária da capital.  Estou em casa desde segunda-feira de manhã, depois de quatro noites seguidas sem dormir numa cama. Devidamente resguardado, considerando que passei por centenas de lugares com risco de contaminação pelo coronavírus. Tanto nos EUA como na viagem de volta.

Exageros – Fui o primeiro jornalista da região a chamar atenção para os exageros cometidos por governadores e prefeitos com relação ao fechamento das atividades laborais de forma quase total. Aos poucos, o bom senso está voltando. Muitos municípios estão autorizando o funcionamento do comércio, indústria e serviços mediante os devidos cuidados de higiene e segurança para funcionários e clientes.

Governador – Em boa hora, o governador Eduardo Leite reavaliou algumas restrições impostas no RS. Como dar tratamento diferenciado a grandes e pequenos municípios. É uma questão de lógica. Ora, como aplicar as mesmas restrições a cidades como Porto Alegre, Caxias e outras, onde há grande movimentação e aglomeração de pessoas, e para pequenos municípios muitas vezes com 2, 3 ou 4 mil habitantes? Mas o governador já foi notificado a voltar atrás em sua decisão. Uma ação lamentável do DPU, MPF e MPT, responsáveis pela notificação. Quando a economia quebrar e o Estado atrasar ainda mais seus pagamentos, onde estarão esses senhores? Respondo: em seus gabinetes acarpetados, recebendo seus polpudos vencimentos!

Máscara – Durante minha viagem, fui testemunha de alguns absurdos. Relato um deles. Aeroporto de Guarulhos, noite de sábado. Tudo deserto. Movimento mínimo de pessoas devido ao cancelamento da maioria dos voos. Uma menina estava sentada sozinha em um banco usando máscara. Nenhuma pessoa a menos de dez metros dela. Identifiquei-me como jornalista. Perguntei sobre a razão de usar o equipamento. - Pois é, disseram que o vírus é perigoso e eu preciso chegar na minha cidade. Refiz a pergunta. - Mas por que, neste momento, quando você está afastada a vários metros de qualquer pessoa, está usando máscara? Está me devendo a resposta até agora.

Afastamento – Defendo o distanciamento seguro entre as pessoas em lugar do isolamento social. Medida eficaz e prática que ajuda a barrar a contaminação pelo coronavírus. Além da constante higienização das mãos. Foi o que fiz durante os 30 dias em viagem aos EUA. O isolamento deveria se restringir a idosos e outras pessoas com baixa imunidade.

Perfil – É preciso analisar o perfil das vítimas do vírus chinês. A maioria é de pessoas com doenças preexistentes. Que possivelmente poderiam morrer também por outras causas.

Hienas – As hienas políticas continuam rindo. Torcem pelo quanto pior, melhor. Soube de fonte segura que em um grupo de WhatsApp de Santo Cristo, que reúne profissionais de determinada categoria, cada morte pelo COVID-19 é comemorada e atribuída ao presidente Bolsonaro. Coisa típica de canalha.

OMS – Pra decepção dos alarmistas de plantão, diretor da OMS já mudou seu entendimento. “Nesse momento, na maior parte do mundo, estão ocorrendo transmissões dentro de casa, no nível familiar. De certo modo, a transmissão vem das ruas e é levada para dentro da unidade familiar. Eu sei que muitas pessoas têm que trabalhar todos os dias para ganhar seu pão diário. Se fecharmos ou limitarmos movimentações, o que acontecerá  com estas pessoas”?, disse ele, entre outras frases. 

  Donato Heinen 

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