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Por Donato Heinen. Publicado em 07/05/2020

Notas e Apartes nº 1.352

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 6-5-20


Suécia – Michael Ryan, diretor executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), citou a Suécia como modelo de combate ao novo coronavírus. Entre março e abril, a Suécia não implementou normas radicais para quarentena e isolamento social. Ao contrário, as medidas adotadas foram baseadas em compreensão, cuidado e segurança com o próximo, embasadas na cidadania. A recomendação principal foi o distanciamento social consciente, tendo como base a confiança recíproca. “Se não queremos uma sociedade que necessite de lockdowns, devemos olhar para a Suécia como representante de um modelo [de ação]”, disse Ryan. 

Isolamento – Governadores de São Paulo, Rio, Ceará, Amazonas, Maranhão e outros insistem no isolamento quase geral da população. O que é um grande equívoco, segundo vários epidemiologistas e a própria OMS, antes venerada por eles. A exemplo do que ocorreu na Itália, Espanha e outros países. O confinamento, na verdade, acaba agravando a disseminação do coronavírus, principalmente em residências mais humildes. Essa é a conclusão de diversos renomados especialistas no combate a vírus como o COVID-19.

Depoimento – O ministro do STF Celso de Mello concedeu 60 dias para a Polícia Federal investigar as supostas interferências do presidente Jair Bolsonaro na PF. Dois dias após, estipulou o prazo atípico de apenas 5 dias para a PF coletar o depoimento do ex-ministro Sergio Moro sobre as acusações que fez contra o presidente. Em pleno sábado, Moro prestou oito horas de depoimento em Curitiba. O ex-juiz entregou cópias de conversas mantidas com várias pessoas apenas dos últimos 15 dias, armazenadas em seu celular. Disse que deletou todas as mensagens anteriores.

Provas – Pelo que se conhece até agora do depoimento de Sergio Moro, as provas que ele teria apresentado com relação à suposta interferência de Bolsonaro no trabalho da PF são bastante frágeis. Moro é acusado pelo governo de ter sido um espião dentro do Ministério da Justiça e Segurança a serviço do chamado Mecanismo. Esse ser invisível que alastra seus tentáculos dentro da estrutura de poder do país para desestruturar o governo e voltar ao comando da nação a qualquer custo.

Nomeação – A decisão monocrática do ministro do STF Alexandre de Morais de suspender a nomeação de Alexandre Ramagem como diretor da Polícia Federal fere o princípio da independência dos poderes que a Constituição estabelece. O fundamento foi a amizade de Ramagem com os filhos do presidente Bolsonaro. Uma ingerência indevida do STF. Com que moral o ministro concedeu essa decisão liminar? Ora, ele e vários outros ministros foram nomeados ao cargo por terem estreita amizade com quem os indicou.

Divergências – Vários colegas do ministro Morais se sentem desconfortáveis com sua ingerência em assunto da alçada exclusiva do presidente da República. Com a decisão, Alexandre de Morais inovou. Ele puniu antecipadamente eventual irregularidade que ocorreria se houvesse ingerência do presidente no trabalho do novo diretor da PF. O ministro Marco Aurélio Mello remeteu ofício ao colega Dias Toffoli, presidente da Corte, solicitando que decisões que importem na suspensão de atos de outros poderes sejam dadas pelo colegiado de 11 ministros do Supremo. “É uma medida para evitar o desgaste que estamos tendo agora”, disse Mello.

Manifestações – Crescem as manifestações de apoio ao presidente Bolsonaro nas principais cidades do país. O povo acordou e não se deixa mais iludir pelas mentiras da grande mídia. Nunca na história do Brasil tivemos um presidente tão atacado e perseguido pela imprensa como o atual. A razão? As gordas verbas pagas à mídia por governos anteriores secaram. Terminou a mamata.

  Donato Heinen

 
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