Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015Água Kangen
Por Donato Heinen. Publicado em 27/05/2020

Notas e Apartes nº 1.355

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 27-5-20


  Enquete – Na segunda-feira, promovi uma enquete no Facebook com o seguinte enunciado: Uma historinha árabe conta que Deus e a morte se encontraram num deserto. A morte disse que mataria 10 mil pessoas. Tempos depois, Deus reclamou: você disse que mataria 10 mil, mas morreram 100 mil! Matei 10 mil, disse a morte. Os demais morreram de medo... Diante da pandemia do coronavírus, milhões de pessoas ficaram apavoradas. Diante disso, pergunta-se: você tem medo de ser contaminado pelo covid-19? Opções de respostas: 1. Nenhum medo; 2. Pouquíssimo medo; 3. Pouco medo; 4. Muito medo; 5. Muitíssimo medo.

Resultado – A maioria das pessoas (36,37%) respondeu que não têm nenhum medo (opção 1). Em segundo lugar (34,94%), ficou a opção 3 (pouco medo), seguida pela alternativa número 2 (23,49 % - pouquíssimo medo). Bem distantes ficaram as opções 4 (muito medo) com 3,03% e 5 (muitíssimo medo), assinalada por 2,27% das pessoas. As opções nenhum e pouquíssimo medo foram assinaladas pelo expressivo percentual de 59,86% dos votantes.

Hidroxicloroquina – Assim como eu, a grande maioria dos leitores é leiga no assunto. Mas isso não nos impede de fazer um exercício de lógica com relação ao uso da hidroxicloroquina no combate ao vírus chinês. Antes, remédio era recomendado apenas em casos graves da doença. Agora, foi liberado para uso logo após os primeiros sintomas. Ora, se o remédio era permitido quando o vírus já estava em estágio avançado – onde ficou comprovado que sua eficácia é quase nula – por que demorou tanto tempo para ter seu uso permitido em casos leves? Onde, aliás, sua eficácia está cada vez mais comprovada.

  Vídeo – O vídeo da reunião do dia 22 de abril, do presidente Bolsonaro com seus ministros, provocou muita especulação e manchetes bombásticas na grande mídia após a saída de Sérgio Moro do ministério. Todas detonando Bolsonaro por ter supostamente interferido na Polícia Federal. Após o ministro Celso de Mello ter liberado a gravação, Moro foi desmentido e o povo viu que o presidente – mesmo imaginando que o vídeo jamais seria divulgado – se mostrou autêntico como sempre. Os eleitores viram que temos um presidente que em público não joga pra torcida e no governo também não. Ao contrário do esperado pela oposição, Bolsonaro saiu ainda mais fortalecido.  

Witzel – Governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel é investigado pela Polícia Federal por corrupção. A maior acusação é sobre malversação de recursos na área da saúde em decorrência da pandemia do covid-19. Um dos maiores absurdos foi a contratação do Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS), que estava proibido de celebrar contratos com o governo do Rio por irregularidades anteriores. O IABAS foi contratado para construir e gerenciar seis hospitais. Não cumpriu o contrato de R$ 836 milhões e apenas um hospital de campanha está funcionando. E apenas de forma parcial.

  Frieza – Os apelos da mãe do menino que supostamente teria desaparecido de forma misteriosa em Planalto, RS, comoveram a cidade e região. Buscas exaustivas foram feitas. E nada de encontrar a criança de apenas 11 anos. Na segunda-feira, a mãe acabou confessando o assassinato. Ela disse que Rafael Mateus Winques andava muito agitado e faleceu em decorrência de uma dose excessiva de remédio que lhe aplicou. Mas a perícia apurou que a morte foi por estrangulamento. Impressiona a frieza que Alexandra Dougokenski demonstrou no apelo feito na TV pedindo ajuda para localizar o filho, quando ela própria o havia assassinado.

  Coincidências - Além da idade, o caso tem outras similaridades com o menino Bernardo Boldrini, de Três Passos, morto pela madrasta em 4-4-2014. Separada do pai de Rafael Mateus, Alexandra está em um novo relacionamento. Será que a presença da criança estaria “atrapalhando” a vida do novo casal, assim como no caso Bernardo? Tanto Bernardo como Rafael receberam superdosagens de medicamentos e foram enterrados clandestinamente.

  Donato Heinen

 
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