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Por Donato Heinen. Publicado em 08/07/2020

Notas e Apartes nº 1.361

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 8-7-20


Seletivo – Vários vírus já surgiram na China e se disseminaram pelo mundo. A nossa sorte é que no caso do covid-19, os chineses tiveram o cuidado de fazer com que o vírus seja seletivo. Ele não ataca pessoas que trabalham em supermercados, farmácias, postos de combustíveis, bancos, na agricultura, caminhoneiros, entre outros. Mas, por outro lado, o vírus é extremamente letal para quem trabalha em lojas de confecções, cabeleireiros, bares, restaurantes, academias e tantos outros. Mesmo que estes tomem os mesmos cuidados sanitários daqueles.

Plano macabro – O médico baiano Djalma Duarte revela um plano macabro do secretário estadual de Saúde e do governador Rui Costa (PT). Eles estariam retendo 40 mil comprimidos de hidroxicloroquina. Enquanto isso, a população com covid-19 sofre com a falta do medicamento. O médico relata que somente os pacientes em estado grave – quando a hidroxicloroquina não faz mais efeito – estariam recebendo o remédio. E isso somente depois de muita burocracia para liberação através da Diretoria Regional de Saúde baiana. “Nós temos que preencher relatórios individuais para eles, os deuses da morte, liberarem o medicamento. Os pacientes estão morrendo por causa deles”, relata o dr. Djalma, suplicando com voz embargada.

Políticos – Dezenas de políticos, entre governadores, prefeitos e parlamentares, além de médicos e outros, já se curaram da peste chinesa. Embora alguns neguem, a grande maioria com o uso da hidroxicloroquina. E sempre na fase inicial da doença. Os primeiros foram os médicos Davi Uip e Roberto Kalil Filho. Enquanto isso, pessoas comuns do povo morrem porque lhes é negado acesso ao mesmo medicamento no estágio inicial do covid-19. Alguém será responsabilizado no futuro por essas mortes? Dificilmente. Bolsonaro testou positivo para o covid-19 e disse que vai se curar com hidroxicloroquina. Ficará com anticorpos contra o vírus. Será que imprensa vai parar de torrar a paciência e não exigir mais que use máscara?

  Auxílio – A cada semana, aparecem novas denúncias sobre recebimento indevido do auxílio emergencial de 600 reais pago pelo governo federal para pessoas em vulnerabilidade, desde que preencham os requisitos da legislação que o instituiu. Aos que receberam o benefício “por engano”, fica a sugestão da devolução espontânea do dinheiro para não correr risco de ser processado criminalmente.

Prisão – Uma das prisões mais arbitrárias já ocorridas no Brasil foi a de Oswaldo Eustáquio. O jornalista paranaense já trabalhou em grandes jornais como a Gazeta do Povo, de Curitiba. Eustáquio já conquistou diversos prêmios como jornalista investigativo. Ele ficou preso durante dez dias por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes pelo grave crime de “impulsionar o extremismo do discurso de polarização contra o STF e o Congresso Nacional” em redes sociais. Oswaldo foi solto no domingo, mas ficou sem seu computador e todos os celulares da família. Moraes ainda o proibiu de trabalhar e sequer acessar as redes sociais. O ministro infringiu os artigos 5º, 6º e 220 da Constituição. O que o STF está fazendo é digno de regimes totalitários como os de Cuba, Venezuela e Coréia do Norte.

Ainda a máscara – Cada vez mais médicos se manifestam sobre os prejuízos causados pelo uso da máscara em determinadas situações devido ao gás carbônico expelido e novamente inalado. Ora, qual a utilidade da máscara quando uma pessoa está sozinha, longe de qualquer alma viva? A gente vê, pessoalmente ou pela TV, cada situação ridícula que dá dó.

Testes – Pesquisadores do Canadá apontam grandes fragilidades e imprecisão em testes rápidos para detectar o covid-19. Centenas de casos de falso resultado positivo já foram constatados também no Brasil.

Donato Heinen 

 
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