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Por Donato Heinen. Publicado em 17/09/2020

Notas e Apartes nº 1.371

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 16-9-20


 

Auxílio – O governo federal já destinou um auxílio financeiro de cinco parcelas de 600 reais para as pessoas que deveriam se enquadrar nos critérios estabelecidos em lei, em decorrência da perda de renda por milhões de pessoas em razão do novo coronavírus. Conforme o IBGE, temos 209,5 milhões de habitantes no país. O governo informou que 66,2 mi de pedidos já foram atendidos. Mais quatro parcelas de 300 reais serão pagas entre setembro e dezembro.

Conta não fecha - Temos 30 milhões de aposentados, 57,6 mi de menores de 18 anos e 11,5 mi de servidores públicos – totalizando 99,1 mi de pessoas em categorias que não se enquadram nos requisitos legais para receber o dinheiro. Além de todos os trabalhadores com carteira assinada, autônomos que não tiveram ou não têm mais perdas, empresários e outros. Somando tudo, temos 165,3 milhões de pessoas. Sobram apenas 44,2 mi para completar os 209,5 milhões de habitantes. Ou seja, certamente temos aí dezenas de milhões de pessoas que não têm direito e continuam recebendo o auxílio.

TCU – O Tribunal de Contas da União estima que até o final de agosto o governo federal pagou em torno de R$ 42 bilhões do auxílio emergencial indevidamente. O TCU também aponta o risco de 6,4 milhões de pessoas estarem recebendo o auxílio sem ter direito ao benefício, o que significa 9,6% do total pago. Além disso, ainda conforme o TCU, 6,1 milhões de mulheres teriam recebido o auxílio em dobro por se identificarem indevidamente como chefes de família.

Prejuízo – O prejuízo para os cofres públicos é astronômico. A conta será paga por toda a sociedade. É revoltante ver milhões de pessoas recebendo o benefício ilegalmente. A maioria por estar trabalhando e ter renda incompatível com a fixada em lei. Urge que o governo implante mecanismos de controle mais efetivos para coibir a roubalheira. Milhares já estão respondendo na Justiça pelas falcatruas.

INSS – Depois de seis meses sem atendimento presencial para realização de perícias médicas, o INSS reabriu centenas de agências no país na segunda-feira. Mas, pasme o leitor. Na maioria das agências, como em Porto Alegre, por exemplo, os peritos não compareceram para trabalhar porque as condições sanitárias pelo risco de contaminação por covid-19 não seriam as adequadas. Inacreditável! Quer dizer que os médicos, enfermeiros e demais profissionais de saúde, além de milhões de pessoas que atuam em centenas de outras profissões, não correm riscos e podem trabalhar normalmente durante todo esse período e os peritos do INSS não?

Teoria e prática – O maior partido de oposição no Brasil é ferrenho crítico do presidente Bolsonaro. O acusam de misógino, fascista, homofóbico, entre outros adjetivos. Em Santo Cristo, uma conhecida transexual disse que é filiada a esse partido e pretendia concorrer a uma vaga no Legislativo. Mas a candidatura lhe teria sido negada devido a sua orientação sexual, segundo declarou em rede social. Também se disse humilhada e que já registrou o fato na DP e na Justiça Eleitoral. Pois é, falar é fácil. Mas, mais uma vez, a prática é o oposto da teoria. E o homofóbico é o presidente Bolsonaro...

Futebol – Tudo indica que o Inter está fazendo mais uma vez o papel de “cavalo paraguaio”. Larga bem e perde fôlego em seguida. Não temos uma equipe confiável, apesar de ocupar a liderança do Brasileiro. Derrota para o lanterna (Goiás) escancarou as deficiências do time. O Grêmio também não anda bem. Está na posição intermediária da tabela e o futebol apresentado até agora também não anima a torcida. Serão os gaúchos, mais uma vez, meros coadjuvantes?

  Donato Heinen

 
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