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Por Donato Heinen. Publicado em 23/10/2020

Notas e Apartes nº 1.376

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 21-10-20


Argentina – O Indec (Instituto de Estatísticas), da Argentina, declarou que o nível de pobreza atingiu 40,9% da população do país vizinho no primeiro semestre deste ano. Já o índice de indigência está em 10,5%. No final de 2019, a taxa de pobreza já era de 35,5%, ante 8% de indigentes. O longo período de isolamento social e o fechamento de grande parte das atividades econômicas, devido à pandemia do novo coronavírus, agravou muito a situação dos argentinos. E quanto mais o governo socialista/comunista da dupla Fernández/Kirchner insiste no chamado lockdown, mais cresce a miséria do povo. A situação é tão preocupante que no primeiro semestre de 2020 a renda média mensal das famílias pobres equivaleu a 320 dólares, insuficiente para comprar uma cesta básica, cujo preço alcança 545 dólares, segundo o INDEC.

Bolívia – Mais uma vez o ditado se confirma: cada povo tem o governo que merece. Depois de renunciar ao cargo, em 10-11-19, devido a acusações de fraude nas eleições, Evo Morales se asilou no México e, atualmente, vive na Argentina. Mas mesmo no exterior, o índio cocalero conseguiu emplacar seu pupilo Luis Arce, do partido MAS – Movimiento Al Socialismo – na presidência da Bolívia. A eleição ocorreu no último domingo. Ou seja, os bolivianos, que têm uma das economias mais pobres das Américas, optaram em ter novamente um governo populista/socialista/comunista.

Chile – Nesse final de semana, radicais da extrema esquerda mais uma vez incendiaram igrejas históricas no Chile, deixando um rastro de terror e destruição. Há poucas semanas, o papa Francisco, mais uma vez, se mostrou muito preocupado e criticou os incêndios que ocorrem ciclicamente há mais de 50 anos na Amazônia. Mas até agora Sua Santidade não disse nada sobre os atos terroristas contra templos católicos no Chile e muito menos sobre a crescente miséria dos compatriotas argentinos, obra de seus simpatizantes Alberto Fernandez e Cristina Kirchner.

OMS – “Parem de usar lockdown como seu método de controle primário do vírus. O lockdown torna os pobres muito mais pobres”, apelou o médico David Nabarro, da OMS, em entrevista à revista britânica The Spectator. Ele alerta que pode ocorrer “uma catástrofe global terrível” se os governantes insistirem com o fechamento de atividades econômicas – o chamado lockdown. A Organização Mundial da Saúde perdeu muito de sua credibilidade diante do grande número de contradições durante a pandemia do coronavírus.

Bolsonaro – Desde as primeiras semanas da pandemia, o presidente Jair Bolsonaro vem insistindo nesse tema. Preservar vidas e manter as atividades econômicas são duas coisas que devem andar juntas. Ainda segundo Nabarro, "no final, o governo tem que assumir a responsabilidade por equilibrar o que pode ser visto como uma compensação entre a saúde e a economia". Pois é, embora tardiamente, mais alguém reconhece que Bolsonaro mais uma vez tinha razão.

Vacina – Segundo a Lei 6.259/1975, art. 3º, “cabe ao Ministério da Saúde a elaboração do Programa Nacional de Imunizações, que definirá as vacinações, inclusive as de caráter obrigatório”. Segundo o presidente Bolsonaro, a vacinação contra o covid-19 não será obrigatória. Ainda mais considerando que a vacina chinesa, que está em estágio mais avançado no país, ainda não tem nenhuma comprovação de sua eficácia. Por isso, ninguém será obrigado a se submeter à vacina. Já o governador de São Paulo, João Doria, que obrigar os 40 milhões de paulistas, inclusive sob ameaça de uso das forças policiais, a tomar a vacina chinesa. Como já fez em outras ocasiões, Doria mostra mais uma vez seu lado autoritário de aprendiz de ditador.

    Donato Heinen

 
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