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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 13/06/2022

Uma corrida de revezamento

Por Ivar Hartmann


A última prova em pista em Jogos Olímpicos e em eventos de atletismo de nível internacional, é o revezamento 4 x 400 metros rasos. Modalidade olímpica, disputada por equipes de velocistas que correm cada um deles uma volta inteira na pista, levando um bastão e lembrando a antiga Grécia, onde bastões com mensagens em seu interior eram entregues através de uma série de velozes mensageiros. Quatro velocistas competem em equipe dando uma volta na pista. Os atletas disputam a prova juntos, geralmente correndo na mesma raia, cada um deles sempre portando o bastão a ser entregue ao corredor posterior, que o recebe dentro de uma zona de troca de dez metros de comprimento. Vence a equipe cujo último atleta cruzar a linha de chegada primeiro com o bastão nas mãos. Com ou sem medalhas, sempre pensei na vida como uma corrida de revezamento intelectual entre gerações. De avós a bisnetos.

Meus avós, um era agricultor e o outro ferreiro. Passaram para os filhos uma vida digna, mas tiveram muito trabalho. Meus pais seguiram com a vida honesta, mas sem o trabalho árduo dos meus avós. Eram dentistas, daqueles práticos licenciados de antigamente. Sem heranças, sempre diziam que tinham que dar aos filhos ao menos uma faculdade. O segundo revezamento deu certo. Na minha vez, aproveite o estudo que me deram, segui os preceitos dos anteriores e levei uma vida cômoda, muito menos difícil que a dos meus avós. Entreguei meu bastão aos filhos sem errar ou perder o passo e agora depende deles chegar ao fim da corrida de quatro gerações. Que não termina neles, ou nos filhos dos leitores, que depois serão os pais e avós. Mas aí, nós, bisavós, já seremos uma lembrança longínqua, porque a corrida da vida não para. 

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