Mieth MadeirasBanner Tchê Milk - 14-10-22ESTOFARIA DO MÁRCIO
Por Donato Heinen. Publicado em 28/11/2022

Obrigado, Bolsonaro

Por Ivar Hartmann


Qualquer cirurgia segue normas já determinadas pela experiência e tratadas à saciedade em livros e estudos. Assim, quando em um determinado procedimento, o cirurgião, acostumado ao que fazer, de repente, encontra uma forma de melhorar sua execução, é como uma luz que se acende para ele. Da mesma forma o poeta na busca de suas rimas. Quando do nada, surge uma composição impensada, ele age como o artista diante de sua tela, dando a pincelada que torna seu trabalho invulgar. As palavras da língua portuguesa são sempre as mesmas. A este universo nos cingimos. Tenho pois que agradecer ao presidente Bolsonaro, por ter me ajudado a criar duas palavras que definem melhor o que quero expressar. A primeira delas é BOLSÔ. Metade de seu nome cortado para permitir agregar um acento circunflexo ao último o, dando outra sonoridade. Aquela que retrata seu perfil, de carioca da praia, servidor público cheio de ginga e expedientes.

A segunda palavra é FEIQUISTA. Derivada de fake, falso. É a pessoa que, acreditando ou não nas notícias falsas que recebe pelas redes sociais, obedece às solicitações para difundi-las e criar um universo virtual de mentira, na vã esperança de que, a insistência, torne o virtual, verdadeiro. Hoje, são tão correntes as fake news que existem ferramentas rápidas do Google para verificação. Digitando o nome da mensagem que recebemos, averiguamos ao instante se a mensagem é verdadeira ou não. Ao feiquista, no entanto, estando a mensagem de acordo com suas ideias e desejos, não interessa esta busca. Criou seu mundo e basta. Interessa pouco se há informações paralelas ou conflitantes. Feiquistas estão então definidos. Um nome em língua portuguesa para o comportamento de parcela da nossa população. 

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