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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 21/08/2023

A questão Norte-Sul

Por Ivar Hartmann


Desde que o Brasil é Brasil, depois de o governo colonial ser transferido para o Rio de Janeiro, que as regiões Sul-Sudeste embalaram as necessidades do Norte-Nordeste. Com os séculos, estas diferenças ficaram ainda maiores, com as imigrações trazendo mais riquezas e desenvolvimento para o Brasil do Sul. Ouro, açúcar, café, gado, nascimento da indústria de base com Getúlio Vargas em São Paulo, soja, produzindo mais e mais empregos e dólares, naturalmente o Sul-Sudeste se distanciou, em população e PIB do Norte-Nordeste. Mas, até onde esta política de atraso em criar educação e progresso interessa para sua população e os políticos nortistas? Melhor é manter seus currais eleitorais e garantir sucessivas eleições, à custa da pobreza dos seus habitantes?

Há um exemplo clássico: para dizer o mínimo, interessante. O ex-presidente José Sarney, do Maranhão, virou depois senador do Amapá. De sua presidência ninguém lembra, à exceção do episódio do dinheiro estranho que apareceu nas contas de sua filha e do ex-genro. O Estado inteiro era seu feudo político. O centro da cidade de São Luís, do tempo do Brasil-Colônia, em 1997, virou Patrimônio Mundial da Humanidade. Por causa de seus azulejos portugueses que enfeitam igrejas, casas e fontes. 

A capital do Maranhão, na verdade, é o maior aglomerado urbano de azulejos portugueses dos séculos XVIII e XIX de toda a América Latina. Quando lá estive, Sarney era um todo-poderoso no nosso país. Enquanto as casas de fachadas de azulejos de São Luiz estampavam a deterioração do patrimônio histórico, em nenhum prédio, público ou privado, à exceção do Museu Sarney,  havia obras de restauração. Exemplo do trato dos interesses públicos regionais por seus representantes. 

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