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Por Chuvinha Hartmann. Publicado em 02/09/2013

FIM DA REELEIÇÃO

Coluna semanal do coronel do Exército na reserva José Deomar Chuvinha Hartmann

1. Definitivamente, os últimos dias criaram em mim a convicção de que o fim da reeleição, em todos os níveis e para todos os cargos – presidente, governador, prefeito, senador, deputado federal e estadual e até vereador – é a única saída para enfrentar a absoluta falta de vergonha que se enraizou nos três poderes da nação. O meio em que nos criamos, de absoluto respeito ao convívio social, em comunidades em que se caracterizam pela solidariedade, honestidade, espiritualidade e senso de cumprimento de nossas obrigações cívicas, entre conversas e cantorias estabelecemos com total desencanto inevitáveis comparações entre Brasil e Alemanha, mesmo porque várias famílias da nossa região possuem filhos ou familiares por lá, trabalhando ou estudando, além da facilidade de se fazer turismo na terra de nossos antepassados. Temos um potencial muito maior que os alemães, sob qualquer parâmetro: extensão territorial, recursos naturais, litoral, clima favorável e por aí vai. O que nos falta é um Adenauer, um Kohl ou uma Merkel que, sem carisma, sem penteado de R$ 3.125,00, sem Bolsa Família e sem popularidade fabricada possui a perspectiva concreta de ser mais uma vez reeleita daqui a três semanas unicamente pela competência, honestidade, simplicidade e transparência com que exerce o mais importante cargo do governo alemão. Um país que foi literalmente destroçado por duas Guerras Mundiais num período de 3 décadas, ambas as vezes se reconstruiu graças ao sacrifício individual de cada cidadão alemão e ao exercício responsável das funções governamentais. Não estou fazendo apologia da necessidade de uma guerra que arrasasse o país. Doze anos de administração petista na Alemanha causariam mais estragos que as duas Guerras Mundiais. As hipóteses são inimagináveis e absurdas, porque na primeira oportunidade os alemães dariam nas urnas ao PT o mesmo destino que deram aos nazistas no período pós-guerra. E, em nosso caso, os três poderes da República precisam ser refundados com alicerces realmente erigidos com a orientação para o bem comum.

2. A pérola da semana no que diz respeito ao Executivo foi a indignação de Dilma com a fuga do asilado senador boliviano para o Brasil, patrocinada pelo embaixador brasileiro em La Paz. Ela se apressou em desautorizar o embaixador brasileiro, exonerou o ministro das Relações Exteriores, que era um dos poucos das algumas dezenas de seus ministros sobre o qual ainda não houve denúncias de roubalheira e corrupção e que ao menos tinha Patriota em seu sobrenome. Pouco se importou a Dilma que seu companheiro Evo Morales tenha negado ao embaixador asilado na embaixada brasileira o salvo-conduto que de praxe é dado em idênticas circunstâncias. Quando o embaixador falou que a situação do asilado senador boliviano para a embaixada brasileira era parecida com o Doi Codi, Dilma argumentou que conhece bem o Doi Codi, e que a distância que separa os dois ambientes era o mesmo que separa o céu do inferno. Se a ela foi dada a oportunidade de conhecer o Doi Codi, de cuja passagem torturante não restou nenhuma cicatriz física visível, ela que explique aos familiares de Mário Kozzell Filho, porque a ele foi negado conhecer a VAR-PALMARES. Na Comissão da Verdade por ela instalada, seu passado criminoso e o dos seus companheiros de governo também terroristas, assassinos e assaltantes de bancos seriam certamente condecorados e seus crimes homologados em eventuais processos judiciais. Mais uma vez ela mentiu ao dizer que conhece a distância entre o céu e o inferno. O céu para ela é este convívio promiscuo e corrupto que ajudou a instalar em Brasília. E o inferno ela só conhecera oportunamente, mas aí já será tarde demais para compará-los.

3. No âmbito do Congresso Nacional, pensava-se que ele já havia atingido o mais alto grau de desmoralização. Ledo engano. Manter o mandato de um criminoso julgado e condenado, sob o manto do voto secreto ou com os artifícios de abstenção ou ausência em plenário é injustificável. Quando os mais de 300 deputados e senadores que respondem por processos criminais forem igualmente condenados, eles deverão ter um tratamento isonômico. Imagina-se o cartão postal que Brasília terá: diariamente um comboio de agentes de segurança conduzindo os ladrões e criminosos da Penitenciária de Papuda até o Congresso Nacional, e de lá acompanhá-los na volta à Papuda! Vai virar atração turística única no mundo. A vergonha de tornar impositivas as emendas parlamentares é o fermento para corromper ainda mais o Congresso. Salvo engano, foi do senador Pedro Simon que eu ouvi, numa entrevista de anos atrás, uma explanação muito interessante sobre os malefícios das emendas parlamentares. Dessa explanação me valerei para o próximo artigo. As duas votações, no entanto, me convenceram de que até a compra de deputados foi superfaturada pelo PT: de graça eles já seriam caros demais. O triste episódio de manter o mandato do bandido preso na Papuda, da sustentação à historinha que circula na internet. Um cidadão engravatado e bem apessoado convida uma recém-conhecida mulher vistosa para um jantar. Ele se apresenta: -“Eu sou deputado. Honesto.” Ao que ela responde: -“Eu sou prostituta. Virgem.”.

4. Quanto ao Judiciário, a desesperada atuação de Ricardo Lewandowiski e de Antônio Dias Toffoli no julgamento do recurso de José Dirceu, tentando minimizar seus crimes e desautorizar o plenário, lamentavelmente nos deixaram a impressão de que o PT vai continuar fazendo o que bem entender, vai continuar com seus ilícitos e roubalheira de toda ordem, porque já receberam o recado da certeza da impunidade.

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