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Por Chuvinha Hartmann. Publicado em 15/09/2013

PÉROLAS DA SEMANA

Coluna semanal do coronel do Exército na reserva José Deomar 'Chuvinha' Hartmann


1) Durante a semana que passou, acompanhei com a mesma atenção a votação de admissão  dos tais embargos infringentes em favor dos condenados no mensalão. A sua admissão pelo STF implica, de fato, em um novo julgamento. Aí haverá um novo julgamento, vários crimes cometidos pelas cúpulas petistas prescreverão, e outros poderão cumprir suas penas em regime semiaberto. A novidade foi o ministro Barroso, que inclusive já tinha alguns desses meliantes entre seus clientes, em seu escritório de advocacia. O ministro Ricardo Lewandowski continuou com a mesma cara-de-pau destilando seu petismo como o havia feito por ocasião do julgamento e quando ignorou os pareceres técnicos do STE para reprovar as contas da campanha eleitoral de Dilma. Dias Tóffoli deu mais uma prova cabal das razões pelas quais foi reprovado duas vezes em concursos públicos para juiz, ostentando com a mesma empáfia suas ligações partidárias. O começo do fim de qualquer credibilidade que o Supremo queira merecer partiu das alegações do novato Barroso. Quem o disse com todas as letras foi o ministro Gilmar Mendes, lembrando que ele, Marco Aurélio e Celso de Mello serão brevemente aposentados compulsoriamente, e, casos os mesmos critérios de escolha de ministros do STF sejam mantidos, o STF do futuro sempre colocará os interesses do PT acima dos interesses da nação.

2) Lembram da Rosimary Novua de Noronha, chefe do gabinete da presidência da República em São Paulo, íntima (no sentido bíblico) de Lula? Pois, na Polícia Federal, ela declarou que seu salário bruto era de R$ 12.000,00. Quando se comprovou que naquele gabinete funcionava uma central de corrupção e de tráfico de influência, ela foi, logicamente, exonerada, o que pouco atrapalhou sua vida afetiva e efetiva. A primeira estratégia que lhe foi traçada pela defesa através do seu advogado foi de arrumar laudos periciais atestando sua insanidade mental, o que a tornaria inimputável. Aí foi ressuscitado o caso de Celso Daniel: facilmente ela poderia ser assassinada e sua morte ser apresentada como suicídio, porque era louca. Sugeriu-se então que ela não fosse sozinha ao sacrifício e que contasse em juízo tudo o que sabia, quem eram os beneficiários da roubalheira por ela intermediada. Como que por milagre, foram contratados 38 advogados (até agora conhecidos da imprensa), dentre as bancas mais caras do país. Se ela ganhava como única fonte de renda R$ 12.000,00 mensais, está agora desempregada, faz nestes dias uma reforma na decoração de seu apartamento num valor superior a R$ 20.000,00, de onde vem toda essa dinheirama? Óbvio que é dos setores interessados em seu silêncio.

3) Para vocês, que acham que já viram de tudo neste mundo, esta deve ser uma novidade. Eduardo André Gaievski elegeu-se em 2004 como prefeito de Realeza, no interior do Paraná. A ministra chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, mulher do ministro Paulo Bernardo, é conterrânea e companheira de partido de Eduardo (que provavelmente foi um abnegado cabo eleitoral da ministra). Pois, a ministra Gleisi Hoffmann nomeou-o para o cargo de assessor especial da Presidência da República, encarregado de coordenar programas estratégicos do governo Dilma, entre os quais o de construção de creches, de combate ao crack e o de importação de médicos estrangeiros. Essa nova liderança partidária do PT, alçada a um dos altos cargos da República, teve que ser exonerada a partir das denúncias da imprensa sobre seu perfil apresentado pelo Ministério Público do Paraná, que o acusa de 17 estupros de vulneráveis, crianças abaixo de 14 anos, de 11 estupros de mulheres dos 14 aos 18 anos e de cinco assédios sexuais. Cadê a vestal Maria do Rosário? Não quero nem sequer supor que sua nomeação tenha se efetivado por absoluta carência afetiva.

4) No embalo do resultado do julgamento do embargos infringentes dos meliantes do mensalão, que deverá ocorrer na próxima quarta-feira, como o fiz com as emendas parlamentares, tergiversarei sobre outro assunto que julgo estar na origem da corrupção generalizada. 

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