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Por Coluna da Alma. Publicado em 21/03/2014

Cora Coralina

Publicada nos jornais Correio Semanal e Tribuna Livre de 21-3-14

“A verdadeira coragem é ir atrás de seus sonhos mesmo quando todos dizem que ele é impossível”.

“Mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros”.

“O que importa na vida, não é o ponto de partida, mas a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher!”

Estas frases retratam em parte os pensamentos da escritora Cora Coralina, nascida em 20-8-1889 como Ana Lins dos Guimarães Peixoto, mais tarde Bretas, filha de Francisco Paula Lins Guimarães Peixoto, que foi desembargador na época do Império, nomeado por D. Pedro II. A grande poetisa goiana faleceu em 10-4-1985, aos 96 anos.

Junto com o advogado Cantídio Tolentino de Figueiredo Bretas, que era chefe de Polícia, a poetisa fugiu para o Estado de São Paulo, em 1911, tendo retornado a Goiás Velho em 1956. Antes disso, com o falecimento do marido, em 1934, trabalhou como vendedora de livros e doceira, em São Paulo.

A residência da família abrigou a poetisa durante grande parte de sua vida. Mais tarde, foi transformada no museu Casa de Cora Coralina. Hoje, é um dos principais pontos turísticos de Goiás.

Cora iniciou no mundo das letras aos 14 anos. Publicava seus textos nos jornais da cidade de Goiás, onde nasceu, além de jornais de outras cidades daquele Estado. Cora também era conhecida pelos doces cristalizados de caju, abóbora, figo e laranja, muito apreciados por vizinhos e amigos.

Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais é o título de seu primeiro livro, publicado no ano de 1965, quando já contava 75 anos de idade. O livro teve a segunda edição publicada pela imprensa da Universidade Federal de Goiás, em 1978, tendo merecido uma terceira edição dois anos após, agora pela editora da UFG, integrando a Coleção Documentos Goianos.

Ela enriqueceu o rol de escritores brasileiros. Com seus versos simples e belos é considerada uma das maiores escritoras brasileiras do século XX, embora tivesse estudado somente até o terceiro ano primário. A forma singela de ver a vida e a paixão pelas coisas do interior foram algumas de suas características, embora pertencesse a uma família de classe média. Sua escrita priorizava o conteúdo da mensagem e não a forma, mesmo porque seu desconhecimento das regras gramaticais era notório.

Apenas nos últimos anos de vida a obra de Cora Coralina foi reconhecida. Ela também participou de conferências e de programas de televisão, além de receber homenagens diversas.

Donato Heinen

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