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Por Coluna da Alma. Publicado em 27/03/2013

Portão de Brandenburgo

Coluna semanal da ALMA publicadas nos jornais de Santo Cristo. Por Donato Heinen

O monumento é um dos principais pontos turísticos da capital da Alemanha e um dos mais visitados pelos milhares de turistas que diariamente vão a Berlim. Tive oportunidade de conhecer o famoso Portão de Brandenburgo no dia 1º de agosto de 2012, junto com a Luciana.

O portão foi projetado por Carl Gotthard Langhans e construído no estilo neoclássico. Possui 26 m de altura, 11 m de profundidade e 65 m de largura quando visto de frente. São cinco vãos centrais e sobre os arcos encontra-se a estátua da deusa grega Irene, numa biga puxada por quatro cavalos, conhecida como quadriga.

A partir de 1658, cercada por muros altos, Berlim expandiu-se como uma fortaleza. Rei da Prússia, Frederico Guilherme II deu maior esplendor a Berlim dentro do plano de reestruturação da cidade. No local do portão, havia outras portas, que foram demolidas em 1788. No ano seguinte, foi iniciada a construção do novo portão. As obras se estenderam até 1791, quando o local foi aberto ao trânsito, em 6 de agosto. Das cinco estradas que passavam pelo portão apenas as das duas extremidades estavam abertas ao trânsito livre. Já a rua central era destinada apenas ao uso da comitiva real.

Com a invasão de Berlim pelas tropas francesas de Napoleão, em outubro de 1806, os alemães sofreram um duro golpe. Com o objetivo de simbolizar a dominação francesa, em dezembro daquele ano Bonaparte mandou a quadriga para Paris. Somente em 1814, depois da Guerra da Libertação, ela voltou à capital alemã, quando recebeu uma cruz de ferro e uma águia prussiana, passando a representar a vitória. Antes, a quadriga era um símbolo da paz.

A quadriga e as portas resultaram danificadas nos últimos dias da Segunda Guerra Mundial. Ao término da guerra, a capital foi dividida em quatro setores e as portas voltaram à sua função original fazendo a divisão entre os setores leste (soviético) e oeste (britânico).

Completamente interrompido ao tráfego de veículos e pedestres durante quase 30 anos, o Portão de Brandenburgo foi reaberto somente em 22 de dezembro de 1989, após a queda do Muro de Berlim, ocorrida na noite de 9 para 10 de novembro daquele ano. As portas serviram como divisa de fronteira e em alguns meses o muro desapareceu.

Nos dias atuais, as portas ligam o centro histórico de Berlim ao “Tiergarten”, sede do Parlamento, e a nova praça “Potsdamer Platz”. Desde 7 de março de 1998, automóveis estão liberados para atravessar o portão somente no sentido leste-oeste. Os cavalos da quadriga, que teve a cruz de ferro e a água prussiana reincorporadas em 1991, ainda galopam em direção a "Pariser Platz". As portas, que um dia separam Berlim, agora são o símbolo da prosperidade e unificação alemã.

Donato Heinen

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