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Por Alberto Seibert. Publicado em 11/07/2017

Coluna do Beto

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Ficção

Numa dada noite, um presidente de uma República recebe, sem prévio agendamento, um empresário do maior porte da República. Conversam sobre diversos assuntos de interesses de ambos e da República. No tom da conversa, que só foi divulgada por áudio, parecem íntimos amigos, visto que o empresário revela crimes que praticou e está praticando. Aparentemente, o empresário é um bandido, mas os crimes revelados mantém o presidente inerte, isto é, sem cumprir um dever do cargo, que é o de denunciar o empresário. Além do mais, este empresário reclama da falta de um interlocutor, para tratar de assuntos mais íntimos, escusos e perigosos, já que o antigo fora destituído por sérias denúncias de corrupção. Novo interlocutor é indicado, sendo este, alguns dias após, flagrado com uma mala contendo R$ 500 mil reais, a qual o empresário havia lhe enviado. Não demorou muito, o segundo interlocutor, o da mala, foi preso. Por outro lado, alguns meses depois, o primeiro interlocutor é preso, acusado de ser um criminoso em série. Passados alguns tempos, após uma delação premiada, o empresário e o presidente viraram rivais pelo fato do primeiro defender seus interesses, contrariando os interesses do segundo. Viraram inimigos. A Procuradoria da República, cumprindo seu dever, o que o faz por obrigação do cargo, denunciou o presidente. O clima no palácio, que já não era nada bom, piorou. Agora, o presidente acusa o empresário de bandido, o que parece ter um fundo de verdade, já que o próprio empresário revelou crimes lá no início, ou seja, no escuso encontro palacial. Tudo isso é do conhecimento do povo, já que a imprensa se encarregou de espalhar a notícia ao mundo. No direito, ou seja, em termos jurídicos, chamam isso de “fato notório”, por ser do conhecimento de toda a população. Mesmo com uma carga muito pesada na denúncia, o presidente não se rende, classificando a denúncia como inconsistente, uma peça de ficção cheia de ilações, alegando inocência pelo fato do empresário ser um criminoso.  O triste de tudo isso, é que um ditado antiguíssimo, lá dos tempos bíblicos, foi posto por terra. Acabou o “me diga com quem tu andas que te direi quem és”. Agora, segundo o tal presidente, é possível ter amigos, assessores e ministros que sejam criminosos e sair incólume, sem mácula alguma. Triste realidade. A esperança do povo é que Cristo volte, mesmo que seja só em espírito, para fazer valer o antigo ditado.

Prisão

A prisão, fora do flagrante, antes da sentença é algo muito excepcional. A lei brasileira não prende só por prender, tem que ter motivos muito fortes, ainda mais quando se trata de alguém muito importante como um deputado, senador ou ministro. De todos esses que já foram presos ou que tiveram alguém muito próximo preso por corrupção na política, me arrisco a dizer que todos ou quase todos serão condenadas, isto se houver um julgamento justo, que não seja político. Digo isto porque nossos tribunais superiores são formados por indicação política, o que é lamentável.

Esponjas & cia.

Na quarta-feira, o Bom Dia Brasil apresentou matéria em que pesquisadores de Campinas afirmam que as famosas esponjas de lavar louça podem ser mais sujas que a própria louça que está por ser lavada. Quinze dias de uso são suficientes para transformar uma esponja em uma bomba capaz de reter 680 milhões de fungos e bactérias, capazes de provocar febres, diarreias e problemas pulmonares. Água e sabão não são suficientes para limpá-las. Uma solução bem prática é colocar a esponja em um recipiente com água no microondas por dois minutos e a esponja estará mais limpa que nova. Outra saída é colocar a esponja em água com um pouco de água sanitária. Penso que esse tipo de reportagem deveria acontecer com mais frequência, visto que por mais higiênicos que tentamos ser, nem sempre é o que acontece. Sabedores do que está acima, é muito fácil lavar a louça e logo em seguida lavar a esponja. Assim, não seria má ideia se outra reportagem viesse falando dos panos de prato, que em muitos lugares, além de secar as louças, são usados como toalhas para secar as mãos. 

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