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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 01/01/2018

Maluf: um cidadão exemplar

Por Ivar Hartmann


Em uma injustiça histórica, colocaram o pai exemplar na cadeia. Nunca antes neste país - como costuma dizer um bandido que aprendeu com ele - se cometeu tamanho escárnio com um homem como com Paulo Maluf, Paulo Salim, para ser exato e aproveitando o nome Salim, tão usado nas piadas brasileiras que dizem respeito a dinheiro. Por causa dele. Empresário hábil, suas empresas mesmo quebradas continuavam rendendo empregos e dividendos. Prova de sua inteligência. Mas foi no serviço público que esta fulgurante figura nacional teve seu melhor desempenho, realizou seus sonhos e serviu de exemplo. Ao final da ditadura, o partido do governo realizou sua convenção para escolha do candidato a presidente. De um lado Maluf, já com fama de ladrão, mas cujas qualidades não eram bem conhecidas.  Isso que a Lava-Jato combate. Do outro o Andreazza, Ministro dos Transportes, famoso pelas obras que realizava e pelas comissões que não cobrava. Agora, sabendo como funciona o Congresso Nacional, ninho preferido dos corruptos brasileiros, o candidato escolhido só podia ser Maluf. Com a cara de canalha que a natureza lhe inoculou. Em um canto flagraram Andreazza, patético ante o inesperado, segurando uma bandeira de sua campanha. Ali, nós, eleitores brasileiros, deveríamos ter ligado o alerta. Se fôssemos minimamente inteligentes e sabedores dos bastidores do poder em Brasília.

Naquela eleição, todos os senadores, deputados e ministros aprenderam que a caminho era malufar, isto é, roubar. Seguir os passos deste exemplo de cidadão. Receber comissões, criar obras desnecessárias, mover-se com galhardia entre seus pares, dar e receber. Dar e receber o dinheiro roubado do povo. José Dirceu, inteligente, aprendeu: não há cadeia para bandido rico. Ensinou ao analfabeto nordestino que depois virou presidente. E suplantaram com folga o mestre. Dinheiro? Esconde-se no exterior. Obras? Só mediante comissão. Políticos? São carrapatos esperando moedas mal havidas. Cargos públicos? Para companheiros e não técnicos. Brasil? Capital valioso a ser usado em negócios. Brasileiros? Idiotas que querem ser roubados e logrados e aceitam qualquer mentira como verdade. Maluf, o foragido da INTERPOL, vai agora pagar suas penas. Deve apodrecer na prisão, se o Gilmar não conseguir soltá-lo. Por pior que forem suas dores, não são nada perto das que causou aos brasileiros.

ivar4hartmann@gmail.com  

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