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Por Donato Heinen. Publicado em 28/02/2018

Notas e Apartes 1.240

Coluna publicada no jornal gazeta Regional de 28-2-18

Do Cairo, Egito

Trânsito – O trânsito do Egito é algo muito peculiar. Principalmente em cidades grandes como Cairo, Alexandria e outras. E em cidades menores não é muito diferente. As poucas sinaleiras que existem servem praticamente só como enfeite. Muitas estão desligadas, outras tantas estão no “amarelo piscante”. Em algumas esquinas, há guardas de trânsito que tentam orientar os motoristas e pedestres.

  Buzina – A buzina é o equipamento do veículo mais usado pelos motoristas aqui no Egito. O barulho é constante e infernal. Dia e noite. É a forma prática encontrada pelos egípcios para conseguirem um mínimo de organização nesse trânsito caótico. Cada tipo de toque de buzina tem um significado peculiar.

Pedestres – Nesse caos todo, o pedestre é personagem ímpar. As pessoas simplesmente atravessam a rua em qualquer lugar. Vão desviando entre os carros e seguem seu caminho. E não prestam a mínima atenção. Muitas vezes, olham para o lado contrário do fluxo de veículos ou falam distraidamente ao celular. E o motorista que tome o cuidado necessário para não atropelar alguém.

  Acidentes – O trânsito flui, apesar dessa desorganização toda. Motoristas e pedestres acabam se entendendo. Por isso, acontecem poucos acidentes. Ao longo dos cerca de 1.400 km que percorri de carro durante nove dias, vi apenas um acidente. Um motociclista que sofreu um abalroamento, na noite de quinta-feira, 22, aqui na capital. Passei ao lado poucos minutos depois do ocorrido. Aparentemente, o acidente não foi grave.

  Estradas – Todas as estradas e rodovias que percorri têm excelente pavimentação. Buracos praticamente inexistem. As autoestradas têm entre 3 e 4 pistas em cada sentido. E mesmo estando claro nas placas indicativas, inúmeros motoristas, especialmente de caminhão, trafegam com lentidão na pista da esquerda. O correto é na pista da direita. Aliás, é assim em todos os países do mundo com veículos com volante no lado esquerdo. E não adiante buzinar ou dar sinal de luz. Eles não mudam de pista. Também é comum o motorista usar duas faixas, com um rodado em cada uma.

Lombadas – Cruzei centenas de lombadas em estradas e ruas. Em apenas duas delas havia sinalização vertical. Em algumas outras tinha pintura quase apagada sobre as lombadas. Imagine o perigo, principalmente à noite.

  Telefone – Com a modernização e globalização das comunicações, fica cada vez mais fácil o acesso ao celular. Comprei uma linha telefônica aqui no Egito por R$ 12,00. Celular pré-pago, válido para ligações locais e WhatsApp durante 30 dias.

  Capital – Cairo tem cerca de 8 milhões de habitantes na capital e em torno de 25 milhões na Região Metropolitana. O que equivale a mais de 1/4 da população do Egito. Das capitais que conheço no mundo, Cairo fica entre as quatro mais feias. Muita sujeira e ruínas.

  Gasolina – Gastei em torno de 100 reais em gasolina em um Peugeot 301, câmbio manual. O litro da gasolina custa cerca de um real. O Egito é um dos grandes produtores de petróleo do mundo.

  Israel – Escrevo do Cairo, mas quando a coluna for publicada devo estar em Jerusalém, na Terra Santa, principal cidade de Israel. Se possível, também pretendo ir à Jordânia.

Donato Heinen 

 
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