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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 11/08/2018

Programa Roda Viva

Ivar Hartmann


A TV Cultura mantém no ar, há anos, um programa chamado Roda Viva. O mais polêmico do país. Não são as perguntas simpáticas do Jô Soares, ou de puxa-saquismo implícito de outros entrevistadores de TV. Se nota que busca entre jornalistas conhecidos do centro do país aqueles que são mais contrários às ideias do entrevistado. Ele vai para a Roda Viva como César para o Senado Romano ou o boi para o matadouro. Pronto para ser trucidado. Ao contrário dos outros, vai sabendo.

  Período pré-eleições presidências, todo candidato quer ir. Nesta quadra da vida nacional, a esquerda com resultados miseráveis por culpa da quadrilha do Lula, os jornalistas de esquerda tentam, com suas ferramentas de trabalho, ajudá-la a se levantar. Nada de antiético. Foi o que aconteceu na última entrevista com um militar que jamais será perdoado porque sempre alardeou seu apoio ao movimento - escolham os leitores a denominação, se golpe ou revolução – militar de 1964 e suas críticas ferozes aos políticos petistas. Infelizmente, em seu ardor contra o entrevistado, os entrevistadores, com fisionomias tão ferozes quanto ridículas, esqueceram, com perguntas tolas, o principal: desconstruir o candidato. Alguns esquecem que, assim como o militar não será perdoado por muitos, por ser solidário ao movimento de 1964, a esquerda burra brasileira, que, de tão burra, parece que é subsidiada pela direita, e que impingiu aos brasileiros Lula, Dilma, Temer e toda esta gente que hoje manda no Brasil, também não será perdoada. Criminosos não se perdoam. Devem ser condenados pelos juízes e amaldiçoados pela opinião pública. Assim o Brasil mudaria.

O que os eleitores querem saber, para não votar nele, é o que pretende quando ao ensino, educação, saúde, economia, aposentadoria, salário, emprego. Suas propostas novas para problemas antigos. Então, vamos fazer perguntas de conteúdo para informar o que os espectadores necessitam. Ele sabe ou não sabe? Merece ou não merece uma chance? Podemos votar tranquilos apenas porque é honesto, ou não? Nada disso foi perguntado. Se ele é a favor ou contra quem matou o jornalista Herzog ou aos oficiais que se auto explodiram no Rio Centro, são perguntas velhas. Perguntar-lhe como ele pode ser a favor do porte de arma, fundamental para diminuir a criminalidade, é dar munição ao adversário. Perderam rara oportunidade de diminuir os votos do Bolsonaro.

ivar4hartmann@gmail.com 

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