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Por Donato Heinen. Publicado em 08/09/2018

Notas e Apartes nº 1.267

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 5-9-18


Descaso – O incêndio que destruiu praticamente por completo o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, no último domingo, é mais um triste exemplo de como a coisa pública é administrada no Brasil. Um prédio com 200 anos de história foi consumido parcialmente pelo fogo. Mas o maior prejuízo é a perda de cerca de 90% do acervo do museu. São peças valiosas, muitas delas centenárias e únicas, que simplesmente viraram cinzas. Os investimentos em prevenção e manutenção foram mínimos ao longo das últimas décadas. A maior parte das receitas, como ocorre em quase todos os setores da administração pública, é consumida com o pagamento de pessoal. Todo o resto fica relegado a quinto plano.

Alertas – A tragédia era prevista. Vários alertas foram feitos nesse sentido. Em 3 de novembro de 2004, Wagner Victer, então secretário estadual no Rio de Janeiro, denunciou que o museu corria grandes riscos de ser destruído por um incêndio devido a problemas na rede elétrica. Há cerca de 40 dias, o Ministério Público recebeu denúncia no mesmo sentido e abriu investigação. A URFJ pediu prazo para responder. A tragédia veio antes das informações solicitadas pelo MP.

Politização – O Museu Nacional pertence a UFRJ. A tragédia que destruiu o museu tem muito a ver com o aparelhamento político-ideológico das instituições em nosso país. No caso da UFRJ, a politização salta aos olhos. Socialistas e comunistas ocupam todos os cargos de direção. A começar pelo reitor, Roberto Leher, filiado ao PSOL. Os outros cinco cargos são ocupados por mais três filiados ao PSOL e dois ao PCdoB. E esse pessoal é especialista em culpar os outros. Tanto que o reitor disse que a culpa pela destruição do museu é dos bombeiros. “Percebemos que faltou logística e capacidade de infraestrutura do Corpo de Bombeiros”, declarou Leher. Ou seja, a falta de prevenção não foi o problema, mas, sim, a deficiência no combate ao fogo. Inacreditável!

  Lula – Como era previsto, o TSE, por esmagadora maioria de 6 votos a um, indeferiu o registro da candidatura de Lula a presidente da República com base na Lei da Ficha Limpa, que teve como relator um deputado petista e contou com os votos de todos os grandes partidos para sua aprovação. Por ironia do destino, a lei foi sancionada pelo próprio Lula na condição de presidente. A maioria que a aprovou, e principalmente quem a assinou, certamente o fez confiando na eterna impunidade que existia no Brasil. Agora, muitos desses políticos estão impedidos de concorrer. A começar pelo próprio Lula.

  Propaganda – Mesmo impedido de concorrer, Lula é participante ativo na propaganda política no rádio e na TV. E o PT insiste em sua candidatura a presidente como forma de manter o nome de seu principal líder em evidência. O objetivo é tentar transferir seus votos ao candidato que deve substituí-lo na chapa majoritária. E esse pessoal aparece agora na propaganda de rádio e TV falando dos graves problemas econômicos e sociais do país como se não tivesse nada a ver com isso. E se apresentam como solução! É por essas e outras que cada vez mais pessoas têm raiva, nojo, aversão, náusea, repugnância e verdadeiro asco dos políticos.

Dirceu Gassen – O Brasil perdeu um grande pesquisador. Natural de Santa Rosa, Dirceu Gassen faleceu esta semana vítima de câncer, aos 65 anos, em Passo Fundo, onde residia. Conheci o Dirceu em dezembro de 2015, quando proferiu palestra para produtores rurais de Tangará da Serra, MT. O entrevistei para o Cidade Alerta naquela oportunidade. Este ano, Gassen foi homenageado pela FENASOJA, em Santa Rosa. Engenheiro-agrônomo formado pela Universidade de Passo Fundo, tinha mestrado pela UFRGS e pós-graduação na Universidade da Califórnia (EUA), e na Lincoln University, da Nova Zelândia. Foi pesquisador da EMPASC (SC) e da Embrapa de Passo Fundo, por 21 anos, entre outros cursos e trabalhos. Lamentável.

Donato Heinen

 
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