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Por Donato Heinen. Publicado em 02/10/2018

A Sagração da Primavera

Por Ivar Hartmann


Pelas redes sociais, se acompanha como está violento o debate político entre amigos, conhecidos, membros de um mesmo grupo. Nestes dias finais, nesta reta final, polarizou-se o debate entre quem é a favor ou quem é contra Lula. E o pleito terá nitidamente este caráter. Vamos abrandar um pouco o debate, mudando de assunto, para descansar nossas mentes do metralhar diário que estamos sofrendo. Tem um ballet que caracteriza bem este momento brasileiro: A Sagração da Primavera do compositor russo Igor Stravinsky. Demorou cerca de 30 anos para ficar pronta. Hoje é consagrada como uma das mais influentes músicas do início do período moderno e seu autor um dos grandes compositores mundiais. Se tentarmos ouvi-la pelo YouTube, por exemplo, é cansativa. A noite de estreia em 1913, no teatro Champs-Élysées, em Paris, foi a noite do maior escândalo que a casa já viveu. Metade do publico vaiava, outra metade aplaudia, as luzes tiveram de ser acesas, as pessoas saíam de suas cadeiras para discutir com vizinhos. A polícia foi chamada às pressas. Que primavera!

E o objetivo do ballet era singelo: homenagear a primavera com uma dança e uma música diferentes. Esta mesma primavera que agora está em nossas cidades. Árvores de todas as cores enfeitam a maioria das nossas ruas. Muitas e muitas calçadas enfeitadas com ipês roxos e amarelos, extremosas, maricás da serra e tantas outras. Nos jardins das casas, desabrocham flores de todas as variedades, cores, tonalidades e formas. Ao invés de um ballet, uma Sinfonia da Primavera. Nas redes sociais, vídeos maravilhosos, com jardins do mundo onde agora é primavera, alegram os olhos cansados de agressões recíprocas de eleitores. Mas tem que se registrar Novo Hamburgo. Aqui, uma orquídea em tons de lilás floresce como se fosse inço. Enfeitam jardins e vasos. Todos os anos, centenas de pessoas aproveitam os pendões das flores já murchas. Por prazer, plantam eles em jardins e árvores das ruas. Fáceis de plantar porque basta encostá-los ao caule de uma árvore. De preferência em uma forquilha. Amarra-se firme e pronto. O galhinho faz o resto. No ano seguinte já estará dando flores. E as flores que nós plantamos tem mais valor. O resultado é espetacular. Este ano, as orquídeas desabrocharam em grande quantidade. Tomaram conta do nosso horizonte visual. Beleza para nossos olhos e alegria para os corações.

ivar4hartmann@gmail.com 

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