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Por Donato Heinen. Publicado em 11/10/2018

Notas e Apartes nº 1.272

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 10-10-18


  Eleições – Com 99,99% das urnas apuradas, dos 147.306.295 eleitores aptos a votar em todo país, 29.941.265, ou 20,33%, não compareceram nas respectivas seções eleitorais. Em termos percentuais, a abstenção só não foi maior do que a ocorrida nas eleições de 1998, quando 21,5% do eleitorado não compareceu. Além disso, na eleição presidencial, tivemos 3.106.936 votos em branco (2,65%) e 7.206.205 (6,14%) nulos. Assim, os votos válidos alcançaram o total de 107.050.693.

Segundo turno – De acordo com a legislação eleitoral, para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisa de 50% mais um dos votos válidos. Jair Bolsonaro (PSL) obteve 49.276.990 sufrágios (46,03%), contra 31.342.005 (29,28%) de Fernando Haddad (PT). Assim, os dois primeiros colocados disputam a presidência no segundo turno, dia 28 de outubro.

Diferença – A diferença de Bolsonaro ante Haddad foi de 17.934.985 votos. Supondo que no pleito do dia 28-10-18 tenhamos o mesmo número de votos válidos (107.050.693) do último domingo – o que dificilmente ocorrerá, pois a tendência é que as abstenções, votos em branco e nulos cresça devido a termos apenas dois candidatos na disputa – para ser eleito presidente o candidato vencedor teria que alcançar 53.525.347 votos.

Votos – Assim, ainda com base nos mesmos números e índices da eleição presidencial do dia 7, Jair Bolsonaro precisaria somar mais 4.248.357 aos votos obtidos no domingo (49.276.990) para ser eleito. Já o petista Fernando Haddad necessitaria somar aos votos alcançados em primeiro turno mais 22.183.342.

Eleitores – Considerando que muitos eleitores de Gerando Alckmin, Amoedo, Álvaro Dias, Meirelles e Cabo Daciolo, e até alguns de Ciro Gomes, deverão optar por Bolsonaro, e que o mesmo número de eleitores repita o voto já dado ao capitão no domingo, tudo indica que ele poderá obter até com relativa facilidade os 4.248.357 sufrágios faltantes. Já no caso de Haddad, supondo que todos os eleitores de Ciro, Marina, Boulos, Vera Lúcia e outros menos votados optassem pelo petista, ele somaria à sua votação cerca de 15 milhões dos mais de 22 milhões de votos necessários para alcançar a maioria.

Urnas – Dezenas de denúncias de erros ou fraudes em urnas eletrônicas foram feitas país afora. O eleitor espera que tudo seja devidamente apurado pela Justiça Eleitoral. Nesse sentido, a jornalista Joice Hasselmann fez uma grave denúncia em vídeo veiculado na última semana. Ela até entrevistou um cidadão que diz conhecer o hacker, atualmente morando em Portugal, que já teria realizado fraudes em eleições anteriores em nosso país.

  Programa - Segundo o cidadão entrevistado pela jornalista, esse hacker agiria instalando via internet um software no computador central do TSE, em Brasília, com a conivência de um alto servidor do tribunal, que lhe possibilitaria esse acesso. O programa instalado pelo hacker serviria para desviar votos de um candidato em favor de outro, adulterando, dessa forma, a vontade do eleitor. A denúncia é gravíssima e precisa ser apurada pela Justiça Eleitoral.

  Diferente - O pleito do último domingo foi diferente de todos os demais que o Brasil já teve. A diferença principal diz respeito a forma de busca do voto pelos candidatos junto ao eleitor. As redes sociais tiveram papel preponderante. A propaganda impressa, a sonora, o rádio e a televisão, tiveram papel secundário na maioria dos estados. Exceto nos grotões do Norte e Nordeste do país. Mensagens, fotos e vídeos eram divulgados e compartilhados no celular ou computador em poucas horas por eleitores de todas as regiões. 

  Donato Heinen

 
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