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Por Donato Heinen. Publicado em 17/10/2018

Notas e Apartes nº 1.273

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 17-10-18


Golpe – Durante mais de dois anos, ouviu-se a expressão “golpe” em relação a destituição de Dilma Rousseff do cargo de presidente da República. A cassação do mandato ocorreu sem a consequente perda dos direitos políticos, prevista na Constituição e não aplicada pelo então presidente do STF, Ricardo Lewandowski, ao presidir a sessão da Câmara que decretou o impeachment de Dilma.

  Urnas - Agora, através do voto, os eleitores de Minas Gerais se encarregaram de restaurar o texto constitucional ao escorraçar a ex-presidente da vida política. Segundo o Ibope e o DataFolha, Dilma era favorita nas pesquisas para ser a mais votada para o Senado, em Minas. Amargou um distante quarto lugar.

Outros – Além da ex-presidente, outros dinossauros da política foram colocados em seu devido lugar. Ficaram sem mandato, entre tantos outros, velhas raposas como Romero Jucá (RR), Eunício Oliveira (CE), Lindbergh Farias (RJ), Vanessa Grazziotin (AM), Ciro Gomes (CE), Geraldo Alckmin (SP), Eduardo Suplicy (SP), Cássio Cunha Lima (PB), Mendonça Filho (PE), Chico Alencar (RJ), Edison Lobão (MA), Sarney Filho (MA), Beto Richa (PR), Jorge Viana (AC), Roberto Requião (PR), Eduardo Cunha (RJ), Sérgio Cabral (RJ), Lula (SP) – os três últimos na cadeia.

  Pesquisas – Os institutos de pesquisa, mais uma vez, saíram desmoralizados nas eleições deste ano. De forma insistente, tanto o Ibope como o DataFolha, diziam que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) estava atrás nas pesquisas e perderia para praticamente todos os seus concorrentes em segundo turno. Como se sabe, faltaram só alguns milhões de votos para que ele fosse eleito em primeiro turno, no dia 7.

  Ajustes - Agora, como as urnas desmentiram os institutos, eles trataram de ajustar os índices à realidade das ruas (já na pesquisa de boca de urna) e principalmente na última semana. As pesquisas indicam a vitória de Bolsonaro com vantagem de cerca de 22 milhões de votos, no dia 28. E para o governo do Estado e para o Senado, em vários estados, os institutos também erraram vergonhosamente.

Sacrilégio – É o ato de desrespeito daquilo que é sagrado. É considerado um pecado grave, ferindo a fé e a doutrina dos seguidores de determinada crença. Por norma, o sacrilégio pode resultar em punição na chamada “vida após a morte”, de acordo com a doutrina católica.

Comunhão – Como foi amplamente divulgado, a candidata a vice-presidente na chapa do PT, a comunista Manuela d’Ávila (PCdoB), conforme vídeos gravados, é ateia, ou seja, não acredita em Deus. Manuela e Fernando Haddad, que também defende amplamente as teses comunistas, foram a uma missa em São Paulo no feriado do dia 12 e receberam a comunhão. Assim como a mudança das cores da coligação no segundo turno, trocando o vermelho pelo verde e amarelo, foi mais uma jogada de marketing para tentar ludibriar eleitores incautos.

Revolta – Vários bispos e padres da Igreja Católica manifestaram sua revolta contra a atitude do padre paulista que concedeu a comunhão para comunistas, que usaram uma igreja como palanque político. Resta saber se os sacrilégios cometidos terão consequências.

Redes sociais – Nunca antes em uma eleição, as redes sociais – como WhatsApp, Facebook e Instagram, foram tão decisivas para a comunicação entre candidatos e eleitores. Em poucas horas, mensagens são compartilhadas entre milhões de pessoas, em qualquer canto do país.

  Donato Heinen

 
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