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Por Donato Heinen. Publicado em 31/10/2018

Notas e Apartes nº 1.275

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 31-10-18


Pesquisas – As pesquisas eleitorais são realizadas por institutos especializados com base em critérios científicos. Na maioria das vezes, em nível nacional, num universo de mais de 147 milhões de eleitores, somente uma ínfima parcela deles é consultada. Pouco mais de duas mil pessoas servem para estimar a média da opinião de todos. Para isso, são definidos critérios por idade, escolaridade, sexo, renda, entre outros.

Erros – Nas pesquisas estaduais, nas eleições para senador e governador, os principais institutos de pesquisa erraram muito. Muitas vezes, eles demoraram para detectar a inclinação do eleitor, principalmente no primeiro turno. Quanto mais distante da data do pleito, mais difícil é acertar o diagnóstico. Mesmo porque muitos eleitores definem o voto apenas nos últimos dias.

Acertos – Já em nível nacional, embora em um universo bem maior, houve mais acertos do que erros. No segundo turno, embora muito criticadas, as pesquisas do Ibope e o DataFolha estiveram muito próximas do resultado final do pleito. Ficaram dentro da margem de erro, geralmente estabelecida em dois pontos percentuais.

DataFolha – No sábado (27), um dia antes da eleição em segundo turno, o DataFolha divulgou pesquisa para presidente da República estimando 55% dos votos válidos para Jair Bolsonaro (PSL), ante 45% de Fernando Haddad (PT). Dois dias antes, no dia 15, a pesquisa indicava 56% contra 44%. Os indecisos eram 5% e a margem de erro foi estimada em 2%.

Ibope – Já o Ibope, na pesquisa do dia 15 de outubro – uma semana após o primeiro turno – acusava ampla vitória de Bolsonaro por 59% a 41%. Esse índice reduziu para 54% x 46% no sábado (27). Já no dia da eleição, na chamada pesquisa de boca de urna, que foi realizada com um contingente bem maior, de 30 mil eleitores, deu 56% a 44% pró Bolsonaro.

Resultado – Como se sabe, o resultado final das urnas acusou vitória de Jair Bolsonaro por 55,13% a 44,87% de Haddad. Ou seja, o DataFolha errou por meros 0,13% (55% x 45%), enquanto a diferença do Ibope na boca de urna acusou 0,87% (56% a 44%). Em ambos os casos, dentro da margem de erro. Esses dados servem para reflexão do (e)leitor. Fica a critério de cada um acreditar, ou não, nas pesquisas eleitorais.

  Última semana – No meu entender, ao longo da última semana, Bolsonaro perdeu alguns milhões de votos pelas razões que seguem: 1. A divulgação, pelo PT e a grande imprensa, do vídeo onde seu filho Eduardo disse que para fechar o STF bastavam um soldado e um cabo; 2. O pronunciamento radical de Jair Bolsonaro feito por celular no domingo (21) e exibido para milhares de pessoas na Av. Paulista (depois explorado à exaustão pela campanha de Haddad); 3. A manifestação radical e desastrosa do coronal do Exército Carlos Alves em redes sociais chamando a ministra Rosa Weber, presidente do TSE, de salafrária e corrupta. Além disso, Haddad também ganhou votos com a proposta demagógica de vender o botijão de gás a R$ 49,00 em todo país. Ao menos foi este o sentimento que deu para captar junto aos eleitores.

Radicalismo – Esta campanha eleitoral foi diferente de todas até hoje realizadas, marcada pelo radicalismo de parte a parte. O voto dado ao presidente eleito foi mais anti-PT do que pró Bolsonaro. E vice-versa. Outra diferença marcante foi o uso das chamadas redes sociais, muito bem explorado por Bolsonaro desde o início, já que tinha apenas 8 segundos na propaganda de TV.

Pronunciamento – Em sua manifestação após a vitória, Bolsonaro usou um tom moderado. Conclamou a todos para a união em prol do Brasil. Também deixou claro que vai respeitar a Constituição e as leis do país, destacando a liberdade e a democracia. E enfatizou que precisamos de MAIS BRASIL E MENOS BRASÍLIA.

Donato Heinen

 
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