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Por Donato Heinen. Publicado em 25/11/2018

Notas e Apartes nº 1.278

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 21-11-18


Mais Médicos – Criado no governo da então presidente Dilma Rousseff, o programa Mais Médicos serviu para levar profissionais médicos principalmente para pequenas cidades do interior com difícil acesso e às periferias das grandes cidades. O objetivo é atender pessoas de baixa renda com dificuldades de acesso aos serviços médicos. Integrado por profissionais brasileiros e muitos estrangeiros, principalmente de Cuba, o programa está no centro dos debates nos últimos dias.

Contestações – Em diversas entrevistas concedidas nos últimos dias, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) contestou o programa. Ele argumenta que ele contém diversas irregularidades. Bolsonaro argumenta que muitos médicos cubanos não tiveram seu diploma validado no Brasil, havendo inclusive a desconfiança de que sequer tenham formação completa em Medicina em seu país. Além disso, o presidente eleito também alega que o fato de a ditadura cubana reter SETENTA POR CENTO do salário dos médicos submete estes profissionais ao regime de trabalho análogo ao de escravo.

Reação – O governo da ilha dos irmãos Castro reagiu e resolveu suspender unilateralmente o convênio celebrado com o governo brasileiro através da OPAS. Por isso, os médicos daquele país serão retirados do Brasil pelo governo de Cuba até dezembro. Bolsonaro já declarou que após assumir a Presidência vai conceder asilo aos médicos cubanos que o solicitarem. Há suspeitas de que agentes do governo cubano estejam infiltrados entre os médicos.

Seleção – Em sua página no Facebook, a médica pernambucana Tatiana Tabtschnik explica como era feita a seleção dos profissionais que atuam no programa. Diz Tatiana: “De acordo com o edital, as cidades são classificadas conforme a vulnerabilidade. O médico só pode se inscrever em um município com vulnerabilidade mais baixa daquele em que ele trabalha. Ou seja, o médico brasileiro não pode se inscrever pra trabalhar naquela cidadezinha que ele quer e sua família mora”.

  Desabafo - Prossegue a médica do Recife: “Em qualquer lugar do mundo é necessário o médico revalidar seu diploma, muitas vezes com múltiplas provas e cursos. Enquanto isso, o profissional se esforça para trabalhar e sua família vive sob péssimas condições sem a possibilidade de melhora. Você trabalharia se seu patrão ficasse com 70% do seu salário? Não faltam médicos brasileiros. Faltam recursos, plano de carreira e condições dignas de trabalho!”

Semiescravidão – Exportar mão de obra e submeter as pessoas a trabalho em regime de semiescravidão no exterior é uma das formas da ditadura de Cuba obter bilhões de dólares. O Estado se julga dono dos profissionais que explora e lhes dá apenas uma pequena parcela do salário pago pelo país empregador. Isso ocorreu no Brasil com a conivência do governo de Dilma Rousseff e seu partido. Causa verdadeiro asco, repulsa, nojo, ver essas pessoas encherem a boca falando em DEMOCRACIA, EM DIREITOS HUMANOS! Argh!!

  Inter – No domingo, na derrota por 1x0 diante do Botafogo, no Rio, o Inter mais uma vez confirmou toda mediocridade que mencionei aqui na última semana. E ainda sofreu duas expulsões infantis no final do jogo. Segue em queda vertiginosa no campeonato. A continuar assim, corre sério risco de ficar fora do chamado G-4, que dá vaga direta à Libertadores.

Grêmio - Já o Tricolor deu uma arrancada na reta final, após sair da Libertadores. Dos últimos 12 pontos, obteve 10. Caso tivesse sido eliminado da competição sul-americana há mais tempo, hoje certamente estaria disputando o título do Brasileiro. A continuar com esse rendimento, tem grande chance de ficar na frente do Inter no final da competição.

Donato Heinen

 
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