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Por Donato Heinen. Publicado em 06/02/2019

Notas e Apartes nº 1.289

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 6-2-19


  Senado – Está difícil velhas raposas da política brasileira se convencerem que o Brasil mudou. Renan Calheiros (MDB/AL) foi reeleito senador em outubro. E pela quinta fez tentou chegar à presidência do Senado. Mas desta vez não deu certo. A campanha #ForaRenan, deflagrada nas redes sociais, foi decisiva para evitar essa tragédia política. Lançado pelo MDB candidato à presidência da Casa, ele estava confiante que seria mais uma vez eleito. Contando, inclusive, como os votos da maioria dos senadores do PT. Nada estranho, já que a corrupção atrai quem dela se alimenta. Ao ver que perderia, Renan retirou a candidatura. E o Senado tem um presidente que a quase totalidade dos brasileiros nunca havia ouvido falar. É Davi Alcolumbre (DEM/AP), senador eleito em 2014. 

  Temer – O agora ex-presidente Michel Temer só não foi processado por corrupção no STF porque o processo dependia de autorização da Câmara dos Deputados. Agora, sem foro especial, Temer responderá a processos em primeira instância. Esta foi a decisão do ministro do Supremo Luís Roberto Barroso. A julgar pelas acusações que pesam contra o ex-presidente, é questão de tempo para ele ser condenado na Justiça Federal de São Paulo.

Conveniências - Em 2004, faleceu João Inácio. Sei irmão Lula, embora livre e, portanto, em plenas condições de ir e vir, não compareceu ao velório. No ano seguinte, morria Odair Góis, outro irmão do ex-presidente. Mais uma vez, Lula não compareceu ao velório. Já em 2002, em plena campanha eleitoral – afinal, aí, sim, tinha um palanque – ele chorou pelos 30 anos de morte de Lourdes, a primeira esposa. Estava diante das câmeras, orientado pelo marqueteiro Duda Mendonça. No velório de Marisa Letícia, a segunda mulher, em 2017, em pré-campanha eleitoral, transformou o ato em comício.

Vavá – Há poucos dias, quando do falecimento do irmão Vavá, o ex-presidente, preso em Curitiba, pediu autorização da Justiça para ir ao velório. O direito consta em lei. Mas a Polícia Federal e o MPF argumentaram que seria muito difícil viabilizar a ida dele a São Paulo sem planejamento prévio, o que poderia gerar tumulto no local. Por isso, a Justiça do Paraná negou a saída. Mas Lula, sempre ele, conseguiu que o STF analisasse com prioridade seu recurso. O presidente do Supremo, Dias Tóffoli, então autorizou a ida do ex-presidente a São Paulo, onde poderia se encontrar com familiares de Vavá em uma unidade militar. Como o sepultamento já havia ocorrido e, assim, não haveria lugar para palanque eleitoral, Lula desistiu de ir.

Palanque – Ou seja, em 2004 e 2005, quando tinha plenas condições de comparecer aos velórios dos outros irmãos, Lula mandou seu irmão Frei Beto representá-lo. Agora, preso, viu na morte de Vavá a chance de dar uma saidinha para ficar diante dos holofotes e usar o evento politicamente. Mas sua estratégia não deu certo.

Barragem – O rompimento de uma barragem em Brumadinho, MG, no dia 25 de janeiro, causou danos ambientais imensuráveis. Mas o maior prejuízo é a perda de vidas humanas, que deve ficar em torno de 330. Há muitas especulações sobre os motivos da tragédia. O engenheiro civil Ulf Hermann Mondl, 75 anos, de Santa Catarina, tem uma tese interessante.

Lama liquefeita – Ulf acredita que os rejeitos de mineração da barragem sofreram liquefação súbita em razão do fenômeno conhecido como tixotropia das areias, que ocorre quando essas se liquefazem. Como as barragens são construídas com os próprios rejeitos, não é levada em consideração essa possibilidade. “Estou plenamente convencido da necessidade da introdução do fenômeno da tixotropia nas futuras análises de segurança em barragens de rejeitos”, alerta o engenheiro aposentado.

Donato Heinen

 
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