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Por Donato Heinen. Publicado em 20/03/2019

Notas e Apartes nº 1.295

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 20-3-19

              

                                                                                   De Podgórica, Montenegro

Albânia – Minhas primeiras lembranças da Albânia datam da década de 1970. Morando em Rolador Alto, interior de Santo Cristo, embora nem sonhasse que um dia pudesse conhecer o país, já na época eu acompanhava o noticiário político internacional através das páginas do nosso então glorioso Correio do Povo. Lembro de notícias que falavam sobre Enver Hoxha, o primeiro chefe de governo da República Popular Socialista da Albânia. Hoxha governou a Albânia durante quatro décadas. Em 1939, ele abriu uma tabacaria na capital, Tirana. O local logo tornou-se uma célula comunista. Hoxha fundou o Partido Comunista da Albânia em 1941.

Marxista – Com forte admiração pelo líder soviético Josef Stalin, Hoxha se declarava marxista-leninista. Em 1945, a lei da reforma agrária foi aprovada no país, confiscando terras. Carro não era considerado propriedade privada e todos os albaneses que quisessem adquirir um necessitavam de permissão do governo. A mesma regra valia para eletrodomésticos e bens similares. Era o comunismo ditando as normas. Stalin avisou Hoxha que a Iugoslávia estava tentando anexar a Albânia, que era muito pobre e atrasada em relação ao restante da Europa. Com a morte de Enver Hoxha, em 11-4-1985, a Albânia ficou com um legado de isolamento do mundo externo.

Capitalismo – O país mais pobre da Europa começou sua redenção com o fim do comunismo. Aliás, os comunistas do Brasil se espelhavam na Albânia como modelo a seguir. No começo do século XXI, pouco havia sobrado do legado de Hoxha. Sob sistema de governo capitalista a partir de 1992, a Albânia começou uma nova fase de desenvolvimento.

Inverno – Hoje, termina oficialmente o inverno por aqui. Mas a temperatura segue bastante baixa, principalmente de madrugada, com cerca de 7 a 8 graus. O mesmo índice também é registrado nos locais mais altos durante o dia.

Iugoslávia – Assim como acompanhava as notícias da Albânia pelo Correio do Povo, da mesma forma ocorria em relação a então Iugoslávia, que tinha por capital Belgrado. Criado após a Primeira Guerra Mundial, o país surgiu em 1918. A Iugoslávia foi invadida pelos países do Eixo em 1941. Durante várias décadas, o país foi governado com mão de ferro por Josip Broz Tito – de quem os mais antigos devem lembrar. Estou em Montenegro, uma das seis repúblicas surgidas com a desintegração da Iugoslávia. As outras são Eslovênia, Croácia, Bósnia Erzegovina, Sérvia e Macedônia. Embora tenha proclamado sua independência em 2008, Kosovo ainda está vinculada oficialmente à Sérvia.

Euro – Mesmo fora da Zona do Euro, Montenegro adotou a moeda. Já na Albânia vigora o LEK, que vale em torno de R$ 0,30. Embora baseadas no euro, as diárias de hostel são bem acessíveis, em torno de 6 a 8 euros.

Combustíveis – Assim como o Fiat Punto de Casablanca, o Ford Fiesta que aluguei no aeroporto de Tirana também é movido a diesel. A quilometragem obtida é de cerca de 17 km com um litro, que custa em torno de R$ 5,40 a R$ 5,80, na Albânia. Já aqui, em Montenegro, varia entre R$ 5,22 a R$ 5,74. Em muitos postos, o diesel custa alguns centavos a mais que a gasolina. Como já referi várias vezes na coluna, o Brasil está muito longe de ter o combustível mais caro do mundo, como muitas vezes se ouve por aí.

Donato Heinen

 
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