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Por Donato Heinen. Publicado em 01/06/2019

Notas e Apartes nº 1.305

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 29-5-19


Gás – Seis brasileiros – pais, filhos e cunhados – que estavam em Santiago do Chile em viagem de férias, morreram intoxicadas na última semana. Eles haviam alugado um apartamento no centro da capital chilena. A causa mortis mais provável foi a ingestão de monóxido de carbono resultante da queima de gás para aquecimento do local.

  Contato - O que chama atenção é que eles ainda se comunicaram durante a tarde fatídica com a polícia chilena e com familiares em Santa Catarina, para informar que estavam se sentindo mal. Se tivessem aberto as janelas ou saído do local, certamente estariam vivos. Mas como o monóxido de carbono é um gás que não tem cheiro, o que o torna potencialmente mais perigoso, acabaram inalando o produto sem saber.

Gabriel Diniz – Como a imprensa noticiou amplamente, o cantor Gabriel Diniz morreu em acidente aéreo na segunda-feira, 27. Com apenas 28 anos, estava no auge da fama com a música Jenifer. Muitos  lamentaram. Mas diversos esquerdopatas comemoram a morte dele em redes sociais. “Um bolsominion a menos saimos no lucro ne”, escreveu um. “Ai gente, ainda bem que foi um Bolsominion, desejo isso a todos os eleitores do coiso”, registrou outro. Toda ira manifestada resulta do fato do cantor ter votado em Jair Bolsonaro na eleição presidencial do ano passado. A que ponto chegamos!

Adélio – Autor da facada que vitimou Jair Bolsonaro, no dia 6 de setembro de 2018, em Juiz de Fora, MG, e por pouco não resultou na morte do hoje presidente da República, Adélio Bispo de Oliveira foi considerado inimputável por um juiz federal. Ou seja, ele não pode ser punido pelo crime cometido porque tem transtornos mentais, segundo laudo psiquiátrico. Adélio era filiado ao PSOL e contou com os advogados mais renomados de Minas Gerais na sua defesa. Não se sabe quem pagou os honorários dos defensores. E provavelmente nunca saberemos quem foram os mandantes do crime.

Manifestações – De forma ordeira e pacífica, sem dinheiro público e sem pão com mortadela, centenas de milhares de pessoas foram às ruas no domingo em todos os estados do país e no DF para manifestarem seu apoio a diversos projetos propostos pelo governo federal. Foi uma ação arriscada, que poderia ter resultado em um público reduzido nas ruas. Afinal, realizar uma manifestação em favor de algo é sempre mais difícil do que protestar contra. Uma agenda negativa, com críticas vazias, é muito mais fácil de realizar do que apoiar alguma medida construtiva.

Resultados – Os pontos positivos em favor do governo federal foram colhidos antes mesmo das manifestações de domingo. A aprovação da MP da reforma administrativa quase na íntegra, sem a recriação de ministérios, foi a principal delas. Além disso, a emenda que pretendia limitar os poderes dos auditores fiscais foi derrubada. A “vitória” da oposição foi vincular o COAF ao Ministério de Economia, em vez do Ministério da Justiça, comandado por Sérgio Moro, como pretendia o governo. Mas isso é de pouca relevância, pois o trabalho de combate à corrupção vai continuar com o auxílio do COAF, mesmo sob o comando do ministro Paulo Guedes.

Quem ganhou? – A maior beneficiária das manifestações de domingo é a população em geral. Deputados e senadores acostumados a aprovar projetos mediante corrupção, ou através do conhecido toma lá, dá cá, vão repensar suas atitudes. Aos poucos, a força do povo nas redes sociais e nas ruas está mudando a forma de se fazer política no Brasil. Mas não será tarefa fácil.

Donato Heinen

 
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