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Por Donato Heinen. Publicado em 19/06/2019

Notas e Apartes nº 1.308

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional nº 1.308, de 19-6-19


De Brasília

Dias agitados – Por conta da captura criminosa de dados através da invasão de celulares de autoridades brasileiras, Brasília vive dias agitados no mundo político. Mas, ao que tudo indica, a trama criminosa urdida nas sombras não surtiu o efeito desejado, pelo menos na avaliação das pessoas de bem deste país. O povo está farto de mentiras, de conchavos, de tramas de empresários e políticos corruptos que querem continuar com esquemas criminosos visando se apropriar de dinheiro público ilegalmente.

Moro – O ex-juiz federal Sérgio Moro, atual ministro da Justiça, tem muito apoio popular das pessoas honestas que se veem roubadas diariamente pelos corruptos de plantão. Os diálogos mantidos entre Moro e os promotores da Operação Lava-Jato não têm nada de imoral. Imoralidade haveria se eles tivessem forjado provas para condenar alguém. O povo honesto sabe de que lado está a verdade. E certamente não é do lado dos corruptos, em especial do maior ladrão que o país já teve – assim definido pelo MP, e que continua preso em Curitiba.

Crime – Dono do site comunista The Intercept, o jornalista norte-americano Glenn Greenwald reside no Brasil há vários anos. É o responsável pela divulgação de mensagens roubadas de celulares de autoridades. Deve ser processado por crime de interceptação ilícita de comunicações e sua divulgação, previsto no art. 10 da Lei 9.296/96. A Polícia Federal já abriu quatro inquéritos para apurar a origem dos crimes. Na segunda-feira, o ministro do STF Alexandre de Moraes engrossou o coro dos que entendem que os responsáveis pelos vazamentos devem ser presos.

Telegram – Similar ao WhatsApp, o aplicativo Telegram, usado pelas autoridades brasileiras vítimas de invasão de celulares, foi criado por um russo. Há interesses escusos e inconfessáveis por traz desse crime. O objetivo principal é a tentativa de retomada do poder pelos comunistas que comandaram e faliram com o Brasil nas últimas décadas (PSDB, PT e MDB) e a liberação dos corruptos presos. Esta semana, veio a público a visita secreta que Dilma Rousseff e Gleisi Hoffmann, presidente do PT, fizeram à Rússia uma semana antes dos vazamentos criminosos das conversas divulgadas pelo site Intercept.

Gilmar Mendes – Os defensores dos corruptos querem condenar Moro e os promotores da Lava-Jato por terem combinado por telefone algumas ações que tiveram o único objetivo de apurar provas e prender corruptos. Mas para eles é normal que o ministro do STF Gilmar Mendes tenha mantido conversas telefônicas indevidas e nada republicanas com Aécio Neves (PSDB) e com o ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (MDB). Assim como o fato do deputado Wadih Damous (PT/RJ) ter declarado em vídeo que circula na internet que “Gilmar hoje é nosso aliado e nós somos aliados dele”.

Vaccari – Sentenciado a mais de 24 anos de prisão, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari é uma bomba ambulante. A revista Veja desta semana noticia que ele está disposto a fazer cooperação premiada na Justiça delatando o esquema criminoso de desvio de dinheiro nas campanhas eleitorais do partido. Mas ele está receoso. “Não posso delatar porque sou um fundador do partido. Se eu falar, entrego a alma do PT. E tem mais: o pessoal da CUT me mata assim que eu botar a cara na rua”, disse. Ele sabe com quem lida. E certamente não quer ter o mesmo destino de Celso Daniel (PT) e outros que foram assassinados quando resolveram denunciar esquemas de corrupção do partido.  

Donato Heinen

 
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