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Por Donato Heinen. Publicado em 16/07/2019

Notas e Apartes nº 1.312

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 17-7-19

    •                                                                             De Hoi An, Vietnã

Camboja – Localizado no Sul da península da Indochina, o Reino do Camboja tem 181.035 km2. A população é estimada em 15 milhões de pessoas. O budismo é a religião oficial. A Guerra do Vietnã estendeu-se até o Camboja, sendo que em 1975 o Khmer Vermelho tomou a capital, Pnhom Penh. Devastado pela guerra, o país passou à monarquia em 1993, sendo governado atualmente por uma monarquia constitucional. O monarca é escolhido pelo Conselho do Trono Real. O atual rei é Norodon Siamoni.

Siem Reap – É a cidade do Camboja mais visitada pelos turistas. Milhares deles percorrem os templos de Angkor diariamente. O Angkor Wat é o principal deles, reconhecido como Patrimônio Mundial da UNESCO. A construção dos templos data do século IX. Todos foram edificados com pedras com entalhes que retratam a mitologia hindu. Nas construções foram usadas apenas pedras, da fundação ao telhado e, em sua maioria, elas se conservam até hoje. São estruturas que impressionam os visitantes. Conhecemos Seam Reap na quarta-feira (10).

Genocídio – Quem tem boa memória deve se lembrar deste nome, muito veiculado no noticiário internacional na década de 1970: Pol Pot. Foi um ditador sanguinário que liderou o regime do Khmer Vermelho e chefiou a implantação do comunismo no Camboja, entre 1975 e 1979. Estima-se que entre 1,7 e 2 milhões de pessoas tenham sido assassinadas pelo regime do ditador. O equivalente a 25% da população. Pol Pot foi deposto e preso. Misteriosamente, foi encontrado morto em 16 de abril de 1998, quando estava prestes a ser julgado por um tribunal. O atual governo do Camboja e a ONU negociam, desde 1997, a criação de um tribunal especial para julgar os membros do Khmer Vermelho.

Escola – Em Phnom Penh, visitamos na quinta-feira a escola Tuol Sieng, transformada pelo regime comunista em centro de tortura. Celas diminutas foram construídas com tijolos e outras em madeira nas salas de aula e lá permanecem para visitação até os dias atuais. Vimos as camas de ferro onde os presos políticos eram algemados e torturados. Impressiona imaginar o sofrimento dessa gente. Tuol Sieng é o mais importante dos cerca de 200 centros de tortura que havia no Camboja. Ali, não ocorriam execuções, apenas torturas, que duravam até o preso confessar o que os torturadores queriam. Um horror!

Vietnã – A reunificação do país data de 1976. Hanói é sua capital. Era a capital do antigo Vietnã do Norte. Saigon era a capital do Sul. Hoje, rebatizada Cidade de Ho Chi Minh, após a vitória do Norte na Guerra do Vietnã. O país é o 14º mais populoso do mundo com cerca de 92 milhões de habitantes e área de apenas 331.689 km2. A inflação é um grande problema. A moeda está superdesvalorizada. Um real compra 6.204,00 dong.

Nome – Desde a chegada ao Vienã, na sexta-feira, 13, um nome não me saía da cabeça: Nguyân Van Thiêu. Lembrei dele a partir do noticiário internacional que acompanhava pelo Correio do Povo nos anos 1970, quando ainda morava com os pais, em Rolador Alto. O militar Van Thiêu presidiu o Vietnã do Sul de 1965 a 1975. Foi acusado de corrupção, o que não o impediu de continuar no poder. Nguyân Van Thiêu renunciou ao cargo e foi morar em Taiwan, pouco antes da vitória comunista na guerra, que culminou com a rendição total dos sulistas, mesmo contando com a ajuda dos EUA, em 30 de abril de 1975. Morreu nos EUA, em completo ostracismo, em setembro de 2001, aos 78 anos de idade.

Donato Heinen

 
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