Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015
Por Donato Heinen. Publicado em 18/12/2019

Notas e Apartes nº 1.334

Coluna publicada no jornal Gazeta Regional de 18-12-19


Profissões – Milhares de profissões surgiram no Mundo ao longo dos séculos. A humanidade está em constante evolução. Enquanto novas profissões surgem, outras vão sendo extintas. Uma das que estão em fase de extinção é a de cobrador de ônibus, que há anos praticamente não existe mais nas grandes cidades dos países de Primeiro Mundo. Essas pessoas foram se adaptando à nova realidade e passaram a exercer outros ofícios.

Atraso – Mas no Brasil é diferente. Sindicalistas se agarram a leis retrógradas para supostamente proteger seus sindicalizados. Na Câmara de Porto Alegre, está em tramitação projeto de lei que visa estabelecer que em determinados horários não mais haverá cobrador nos coletivos. Aos poucos, a função será extinta com aposentadorias e eventuais demissões por justa causa. Mas os pelegos são contra e falam em 3.500 demissões. Mentira descarada. Os cargos serão extintos na medida em que deixarem de ser providos por novos funcionários.

Foice e martelo – Símbolos do comunismo, a foice e o martelo foram perdendo espaço ao longo das décadas. Com o advento da industrialização, que permite a criação de novos equipamentos e máquinas cada vez mais sofisticados, essas duas ferramentas foram perdendo sua utilidade. Mas se dependesse do pessoal da canhota, representante da vanguarda do atraso, ainda hoje teríamos operários manejando a foice e o martelo para preservar os antigos empregos.

Argentina – Como se sabe, o populismo foi vencedor na Argentina com a eleição do peronista Alberto Fernández para presidente. Criticado por Bolsonaro porque antes da posse fez manifestação pela liberdade do ex-presidente do Brasil que à época se encontrava em Curitiba, Fernández acenou com a bandeira da paz. Apelidado de Poste de Cristina Kirschner, o novo presidente argentino sequer convidou o Molusco para a posse para “não irritar ainda mais Bolsonaro”, segundo a Folha. Ou seja, o corrupto-mor era mais útil para o pessoal da canhota brasileira e latino-americana enquanto estava no SPA da Federal do que agora, solto e com um discurso radical, cada vez mais vazio e ultrapassado.

Rio Grande – Não é segredo para ninguém a situação de penúria do Estado do Rio Grande do Sul. Salários defasados e recebidos com atraso, inexistência de recursos para investimentos, entre outros problemas. E a situação vem se agravando a cada ano. Faz décadas que os sucessivos governos deixam muito a desejar com relação à responsabilidade fiscal. A maioria sempre gastou mais do que arrecadou. Com isso, a dívida pública cresce a cada mês. Se nenhuma medida mais drástica for tomada, a situação vai ficar insustentável.

Funcionalismo – Nesse contexto, a questão do funcionalismo é a mais preocupante. A quase totalidade dos recursos arrecadados vai para pagar os servidores ativos e inativos. Não se guardou dinheiro no passado para fazer frente às despesas com os inativos. Que já são em maior número que os ativos no Estado. Muita gente se aposentou com 40 e poucos anos. Não há cofre público que aguente.

  Culpa – As causas da penúria são variadas. Muitas vezes, ouvimos que o servidor não tem culpa da situação. Mas muitos deles têm culpa, sim. Em primeiro lugar, os privilegiados, que recebem dezenas de milhares de reais graças a penduricalhos acrescidos ao salário. Por outro lado, existem os omissos, que nunca fizeram movimentos categóricos nas galerias da Assembleia para impedir a concessão desses privilégios. Assim, a maioria, que recebe menos, sofre as consequências dos privilégios usufruídos pela minoria.

Donato Heinen

 
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