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Por Donato Heinen. Publicado em 17/07/2017 as 00:25:22

Ministério Público venezuelano confirma uma morte no plebiscito

Mais cedo, opositores a Nicolás Maduro afirmaram que o incidente na região oeste de Caracas havia deixado dois mortes e quatro feridos


Eleitor exibe seu voto antes de depositá-lo em urna, durante plebiscito não-oficial organizado contra o presidente Nicolás Maduro - 16/07/2017 (Federico Parra/AFP)

Uma mulher morreu, e outras três pessoas ficaram feridas, neste domingo (16/7), quando homens de motocicletas atiraram em opositores que votavam no oeste de Caracas, em um plebiscito simbólico contra a Assembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro. O Ministério Público e outras autoridades venezuelanas confirmaram a morte.

“A pessoa falecida foi identificada como Xiomara Soledad Scott”, de 61 anos, informou no Twitter o ministro do Interior, general Néstor Reverol, garantindo que uma comissão especial da Divisão de Homicídios da Polícia Científica dirige as investigações.

O ataque, que terminou na morte de Xiomara Soledad Scott, aconteceu em um centro de votação no popular bairro de Catia. A multidão que fazia fila para votar fugiu, em meio a gritos de pânico e ao tiroteio, buscando abrigo em uma igreja próxima.

Mais cedo, opositores da Maduro informaram que duas pessoas morreram e outras quatro ficaram gravemente feridas no oeste de Caracas neste domingo. A informação foi divulgada pelo chefe de campanha do plebiscito e prefeito do município de Sucre, Carlos Ocariz, em seu perfil no Twitter. “Há pouco, um incidente em Catia. Paramilitares dispararam. Há 4 feridos gravemente e 2 mortos”, escreveu o governante no Twitter.

O plebiscito extraoficial que visa desafiar o presidente Nicolás Maduro e seus planos para reescrever a Constituição.

Os defensores do plebiscito dizem que Maduro está buscando consolidar uma ditadura no país e deve ser impedido antes que a escassez de alimentos e medicamentos essenciais piore.

A votação simbólica foi projetada para elevar a pressão e evitar que as eleições chamadas por Maduro para 30 de julho convoquem uma Assembleia Constituinte, que poderá reescrever a Constituição e dissolver as instituições do Estado.

O voto não vinculante, convocado pela Assembleia Nacional, órgão legislativo controlado pela oposição, pergunta aos venezuelanos três questões: se eles rejeitam a Assembleia Constituinte, se desejam que as Forças Armadas defendam a atual Constituição e se querem eleições antes do final do mandato de Maduro.

(Veja. Com a agência AFP, Reuters e EFE) 


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