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Por Donato Heinen. Publicado em 10/09/2019 as 17:48:36

"Houve roubo e não foi pouco", diz ministro da Educação sobre verbas da pasta em gestões do PT

Abraham Weintraub conversou com o programa Timeline, da Rádio Gaúcha, e afirmou que "muita gente se locupletou" no Ministério da Educação


Ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu um modelo que concentre investimentos na educação básica (Valter Campanato / Agência Brasil)

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, teceu duras críticas a seus antecessores na pasta, em governos comandados pelo Partido dos Trabalhadores (PT). Ele participou do programa Timeline, da Rádio Gaúcha, nesta terça-feira (10) e também falou sobre a homenagem feita pelo MEC a Juliano Mantovani, o professor de Educação Física que desarmou o agressor durante ataque a uma escola de Charqueadas.

— Tem muita gente que ficou rica, tem muita gente que se locupletou, muita gente que fez coisa errada, e o resultado está aí. E a educação recebe muito dinheiro. São 7% do PIB, não é pouco coisa, não. São verbas bilionárias — afirmou. 

Abraham citou o trabalho do ministro da Justiça e ex-juiz federal, Sergio Moro, para reforçar a tese de que milhões foram desviados na área da educação e não somente na Petrobras. 

— Moro acabou de enjaular umas três dezenas de bandidos, acabou de mandar para a cadeia, para o xilindró. Houve roubo, sim. E não foi pouco. Só nessa tarrafada que ele pegou, essa tigrada roubou R$ 500 milhões, numa tarrafada que ele jogou no rio. Óbvio que teve muito roubo. Você acha que o pessoal só roubou na Petrobras? Quem faz coisa errada, foi no começo, no meio e no fim — concluiu.

A respeito da mudança no foco do Ministério da Educação — direcionando maior atenção à educação básica — que defende o governo Bolsonaro, o ministro citou exemplo de outros países desenvolvidos que promoveram esse tipo de modificação: Coreia do Sul, Chile e nações da Europa. Como dado, Weintraub citou que um professor de ensino básico ganha, em média, R$ 2,1 mil por mês, enquanto um professor universitário recebe, em média, de R$ 15 mil a 20 mil por mês (segundo ele, por oito horas semanais). 

O ministro ressaltou, no entanto, que não é possível "simplesmente" dispensar professores do Ensino Superior público e que, portanto, as mudanças terão que ser feitas aos poucos.

— Somos um governo que segue as leis e respeita os contratos e não dá para tirar (direitos) de ninguém porque as pessoas foram contratadas dentro dessa regra. Então, a gente tem que fazer as mudanças sempre na margem. E é isso que frustra (a população) gradualmente. Mas veja, só de mexer um pouquinho o pessoal já espana. Se vê aí da UNE (em alusão às novas regras para carteira estudantil) — provocou o ministro.

Homenagem a professor que desarmou agressor em Charqueadas

O ministro da Educação também falou sobre a homenagem ao professor Juliano Mantovani,  que desarmou agressor de ataque a escola de Charqueadas, em agosto. Weintraub classificou a ação do educador como "ato de heroísmo".

— (O adolescente) Era um marmanjo de 17 anos com uma machadinho, cinco coquetéis molotov. Ele foi para cima de criança pequena, foi pra cima de professora. Ele é um adulto. Só que legalmente, está amparado (pela lei). Ele ia matar umas 30 criancinhas naquela escola, machadinha em punho, e o professor Juliano Mantovani pulou na frente, colocou o corpo e a integridade física dele para salvar os alunos e as crianças. E, para mim, isso é um ato de heroísmo. 


Ao defender um modelo que concentre investimentos na educação básica, o titular do MEC afirmou que gestões anteriores promoveram um "malfeito", nos últimos 20 ou 30 anos. Segundo ele, os desvios foram responsáveis pelos números ruins da educação no Brasil. 


Gaúcha ZH


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