Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015Água Kangen
Por Donato Heinen. Publicado em 21/06/2020 as 18:52:36

Prisão de Queiroz é pá de cal nas bravatas de ruptura constitucional

Se já estava difícil acreditar que o Exército se lançaria na aventura do golpe, agora ficou impossível


Fabricio Queiroz, ex-assessor e motorista do senador Flavio Bolsonaro, após ser preso chega ao aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro - Ricardo Moraes/Reuters

Analistas políticos e imprensa em geral têm se debruçado freneticamente sobre as possíveis consequências e impactos da prisão de Fabrício Queiroz no governo do presidente Bolsonaro.

Difícil prever o que pode acontecer a partir dos desdobramentos das investigações, das quebras de sigilo bancário, telefônico e, sobretudo, de possíveis colaborações por parte dos alvos do inquérito, incluindo aí o próprio Queiroz.

Tarefa bem mais fácil é concluir o que não vai acontecer em razão do imbróglio: acabaram-se definitivamente as bravatas e insinuações semanais do presidente sobre rupturas ou intervenção das Forças Armadas em outros poderes da República.

 Se já estava difícil acreditar que o Exército Brasileiro se lançaria numa aventura arriscada como essa, imaginem agora, com a investigação sobre rachadinhas e lavagem de dinheiro tangenciando perigosamente o Planalto.

As inúmeras visitas fora de agenda, ao Palácio da Alvorada, do advogado Frederick Wassef (em cujo imóvel Queiroz se homiziava), acendem uma luz vermelha para aqueles que até aqui vinham chancelando o presidente de forma incondicional.

Queiroz representou uma pá de cal no blefe, ou no delírio, do golpe militar em favor de Bolsonaro. 

Veja


Nome:

E-mail:

Comentário:

Cidade:


Comentários


Representações BirckRepresentações Birck - 1 Filtros EuropaCotrio - Logomarca
Cotrio - LogomarcaFiltros EuropaRepresentações Birck - 1 Representações Birck