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Por Donato Heinen. Publicado em 11/08/2020 as 11:22:57

‘Ele finge que é liberal, mas é comunista’, diz Roberto Jefferson sobre Maia

Ele precisa de uma presença real, abrir a agenda para o político


O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson

Este trecho faz parte da entrevista exclusiva que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, concedeu a Oeste

Como o senhor avalia a articulação política do governo?

Isso é uma crítica que eu faço ao presidente. Elogio, morro por ele, mas tenho que falar. Ele tem que abrir espaço na agenda para falar com político. O erro do Collor foi esse, ele não recebia político. E o presidente Bolsonaro tem que receber, mesmo que o cara vá lá falar uma chatice na orelha dele, ele tem que ouvir. Tem que ouvir, igual o padre. Tá no confessionário, não tem que ouvir os pecados? O pastor, o fiel da igreja não vai a ele contar suas aflições? O presidente é isso, está lá para ouvir as aflições dos políticos. Tem que ouvir, tem que fazer agenda política, ele não tem agenda política. Eu penso que é um grave erro o presidente não ter agenda política. Não é só receber Rodrigo Maia, só [Davi] Alcolumbre [presidente do Senado], não. É receber os deputados, os senadores, medir o cara, olhar dentro do olho, apertar a mão. Ele precisa abrir a agenda e conversar política, não é conversar bandidagem, não. Grava, manda gravar, bota testemunhas de outros, do seu chefe da Casa Civil, de seus assessores. Grava, porque ninguém vai querer falar bandidagem de público, e diz: “Oh, estou gravando, isso aqui tudo é gravado”. Como é na Casa Branca, a conversa é republicana, mas conversa com o cara, não fica só no computador, não é só virtual. Ele precisa de uma presença real, abrir a agenda para o político.

E um general na articulação política. Como o senhor vê o trabalho do ministro Luiz Eduardo Ramos?

Ele faz um trabalho excelente. Ele tem que articular, mas não devia ficar só nas costas dele, por isso ele é criticado. Porque ele não pode fechar nada, ele não é a última instância. Ele é a penúltima. A última instância, quem é? O presidente. Então, o presidente tem que participar. Por que você ouve críticas ao general Ramos? Porque ele tem um limite, a palavra final é dele? Então, o presidente tem que ter paciência, entrar no jogo político e conversar.

Em um movimento político recente na Câmara, o MDB e o DEM anunciaram o desembarque do Centrão. Isso muda a disputa pela presidência da Câmara? Acha que enfraquece [o líder do Centrão] Arthur Lira (PP-AL) e fortalece [o presidente emedebista] Baleia Rossi (MDB-SP)?

Não quero entrar nisso, sou amigo dos dois, tanto do Baleia quanto do Arthur Lira. O importante é que não tenha rabo preso na gaveta do presidente do Supremo Tribunal Federal. Se for outro com processo de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, não serve para presidir a Casa. Vai botar a Casa de cócoras diante do Supremo novamente. A primeira exigência que os parlamentares têm que fazer dos candidatos à presidência da Câmara é ver a folha corrida. Tem processo no Supremo? Tem lá lavagem de dinheiro e corrupção passiva? Se tiver, não tem independência. O rabo tá trancado na gaveta do presidente do Supremo. Vai ser mais um apassivado presidindo a Casa como é o Rodrigo [Maia], não serve. Tem que discutir antes. Temo que um desses nomes que você falou aí tenha processo lá no Supremo, temo. Tem preocupação, já ouvi falar, e quem tem, não é pessoal, mas não vai poder representar com altivez, coragem e grandeza o Parlamento nacional. Quem tiver o rabo na gaveta do presidente do Supremo, e vai ser um cara perigosíssimo, o [Luiz] Fux [ministro do STF], não é mais o [Dias] Toffoli [presidente do STF]. O Fux é mais perigoso do que o Toffoli. É muito mais perigoso. Se for, puxa mesmo, ele sabe fazer lobby, sabe puxar o rabo de quem é devedor.

Como o senhor avalia o DEM e o PSDB?

São os santos do pau oco. Levavam o ouro do Brasil na época do Brasil Império, da colonização. O santo era oco e o pessoal enchia de ouro por dentro para fazer contrabando. DEM e PSDB fingem honestidade, e honestidade não têm. Fingem liberalismo, e liberais não são. Fingem conservadorismo, e conservadores não são. O retrato do PSDB é o Doria. Ele é família, é conservador, é patriota… ele representa a China, vende as empresas brasileiras na bacia das almas para os chineses. Então, a cara do PSDB, né, é o Doria, vindo lá do abismo, é satanista — defendendo essa vacina chinesa que nos adoeceu.

E o DEM?

O DEM é o Rodrigo Maia [presidente da Câmara], “nonô Botafogo”. A tristeza é que leva o nome do meu time, que é o Botafogo [uma referência ao codinome atribuído por delatores da Odebrecht em planilhas de propina]. Filho de comunista, morava no Chile, ideólogo comunista, só dá matéria importante para a esquerda relatar. Tudo o que ele quer é prejudicar o presidente. As medidas provisórias, os projetos de lei que vêm do presidente da República feitos com dignidade, ele entrega a PCdoB, PSB e PT para relatar. Repara só como ele tem feito isso com o presidente. Para quê? Ele finge que é liberal, é outro melancia, e ele é bem melancia, né, redondinho, redondinho. Ele finge que é liberal, mas é comunista por dentro. O coração dele é vermelho, o ideal dele é vermelho e a bandeira dele é vermelha.

Este trecho faz parte da entrevista exclusiva que o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, concedeu a Oeste. Acompanhe outros tópicos desta entrevista. 


Revista Oeste


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