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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 21/11/2020 as 16:46:56

Soja deve manter patamar de preços

Mercado vê demanda aquecida, mas fatores como o câmbio e estoques podem influenciar


Os preços da soja no mercado interno atingiram um patamar no qual devem se manter pelo menos até janeiro, quando começa a ser colhida no país a nova safra da oleaginosa, mas com variações sujeitas à taxa cambial e à conjuntura internacional. A interpretação é do pesquisador da área de grãos do Cepea/Esalq, Lucílio Alves, ao ressaltar que esta é apenas uma perspectiva, já que muitos fatores influenciam o comportamento da commodity, do resultado da safra nacional, que pode ser impactada pelo clima, até as possíveis políticas que serão adotadas pelo presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

Na quinta-feira, a saca da soja no porto de Paranaguá, no Paraná, fechou em R$ 163,96, R$ 6,00 a mais do que na mesma data de outubro e quase o dobro do valor pago em 17 de janeiro, quando foi cotada a R$ 87,4. Conforme Alves, o Brasil se beneficiou, nos últimos dois anos, da crise nas relações comerciais entre Estados Unidos e China. “Mas este panorama pode mudar quando Biden assumir”, afirma. Para o professor, é difícil traçar tendências para o próximo ano. Segundo ele, em torno de 50% da safra nacional de soja já está comprometida com o mercado futuro em 2021. Resta saber como será o desempenho da colheita, uma vez que o país está sob o fenômeno La Ninã, que pode trazer estiagem prolongada nos estados grande produtores da Região Sul. 

O diretor técnico da FecoAgro/RS, Sérgio Feltraco, também considera difícil saber se o preço da saca atingiu seu patamar mais alto. Segundo ele, os indicadores que influenciam a precificação da soja - estoque mundial, safra internacional e interna e taxa cambial - são extremamente voláteis. “Momentaneamente, o preço deve se manter aquecido no Brasil, pois há demanda e quase nenhum produto circulando”, comenta. Feltraco lamenta que o produtor de soja não tenha podido aproveitar os preços em alta, devido à estiagem da safra passada e aos contratos firmados quando o preço estava ao redor dos R$ 80,00. 

Fonte: Nereida Vergara

 


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