Mieth MadeirasBlumen Platz Center - Outubro de 2015
Por Donato Heinen. Publicado em 03/04/2021 as 11:34:05

Primeiro Gre-Nal da temporada coloca frente a frente técnicos com estilos distintos

Enquanto Renato Portaluppi já viveu o clássico várias vezes, Miguel Ángel Ramírez experimentará seu primeiro


Renato e Miguel Ángel Ramírez possuem estilos distintos e se enfrentam pela primeira vez | Foto: Lucas Uebel / Ricardo Duarte / Grêmio / Inter / Divulgação / CP

Gre-Nal nunca foi um jogo qualquer. Em circunstância alguma, em momento algum. Nem agora, que ele vale apenas três pontos em uma fase classificatória do Campeonato Gaúcho, o clássico pode ser desprezado. Afinal, um bom resultado diante do maior rival tem o condão de renovar os ares e aliviar uma crise ou, por outro lado, aprofundar os problemas e cristalizar as dúvidas. O Gre-Nal número 430, que será disputado às 22h15min deste sábado, na Arena, será assim e ainda tem um ingrediente extra: coloca em lados opostos um técnico que conhece o duelo como poucos, dentro e fora do campo, e outro que jamais participou de um.

Renato Portaluppi disputa Gre-Nais desde 1981, quando desembarcou no Estádio Olímpico para jogar no Grêmio. A sua experiência como técnico também é gigante em clássicos, além de excelente retrospecto. Em 26 partidas, ele acumula dez vitórias, 12 empates e apenas quatro derrotas. No último, válido pelo Brasileirão, o Grêmio saiu na frente com um gol de Jean Pyerre, mas permitiu a virada e perdeu por 2 a 1. Os gols colorados foram marcados por Abel Hernández e Edenilson. “Gre-Nal é um jogo gostoso, muito bom de participar”, disse o técnico, em entrevista recente. 

Miguel Ángel Ramírez, por sua vez, é um iniciante em clássicos. Aos 36 anos, desembarcou em Porto Alegre após um trabalho de destaque no Independiente Del Valle, do Equador. Logo nos primeiros dias no Inter, percebeu que a rivalidade é um dos traços do futebol do Rio Grande do Sul. Disse que tem o costume de contar as camisetas do Inter e compará-las com as do Grêmio em suas andanças pelas cidade. 

“Não estou ansioso, mas empolgado com o jogo. Nunca sonhei que poderia viver um deles como treinador. Estou muito feliz em ter esta grande responsabilidade”, enfatiza o técnico, que sabe que o retrospecto do Inter na Arena é muito ruim. “Os números na Arena são desfavoráveis e isso nos motiva ainda mais. Temos que ganhar novamente. Sei da importância para a cidade. São coisas que dão conta da beleza que é a rivalidade. Sem o outro, não teria esta paixão”, observa.

O seu desconhecimento sobre o clássico e o pouco tempo à frente do Inter deverão ser usados por Renato, conforme reconheceu o auxiliar Alexandre Mendes após o empate com o São Luiz, na quarta-feira. “É um clássico, um campeonato à parte. Mas o Inter tem um treinador há pouco tempo no cargo, possivelmente ainda não colocou totalmente a sua ideia de jogo. Podemos aproveitar algo nesse sentido”, reconheceu. 

Renato tem problemas para escalar a equipe, principalmente na defesa, onde não terá a dupla de zagueiros titulares. Aliás, as dúvidas que existiam em relação ao time foram praticamente dirimidas com a divulgação da lista de relacionados, após o treino de sexta-feira. Kannemann, que se recupera de dores no quadril, está fora da relação, assim como Geromel, o que já era esperado. Sem os dois titulares, a dupla Rodrigues e Ruan, utilizada na maioria dos jogos do Gauchão, certamente começará o clássico. Brenno será o goleiro, e Vanderson e Diogo Barbosa, os laterais. 

Marcelo Lomba; Rodinei, Zé Gabriel, Victor Cuesta e Moisés; Rodrigo Dourado,Edenilson, Praxedes, Patrick e Caio Vidal; Yuri Alberto. Técnico: Miguel Ángel Ramírez 

Árbitro: Anderson Daronco

Local: Arena do Grêmio, em Porto Alegre (RS)

Data e hora: 3/4, às 22h15min 


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