Como foi a viagem de Lulinha e o Careca do INSS a Portugal

De acordo com informações atribuídas a pessoas próximas de Lulinha, ele teria viajado para Portugal em novembro de 2024, em classe executiva, com despesas pagas pelo "Careca do INSS". O objetivo da visita seria conhecer instalações voltadas à produção de cannabis medicinal na região de Aveiro.
A versão da defesa de Lulinha e das pessoas ao entorno dele sustenta que não houve participação em negócios nem recebimento de valores ligados ao esquema investigado.
Documentos apreendidos pela PF indicam que o "Careca do INSS" negociava a aquisição de um imóvel industrial em Portugal para implantar um empreendimento ligado à produção de cannabis.
O local seria o mesmo visitado durante a viagem. As negociações ultrapassariam 2,5 milhões de euros e chegaram a envolver o pagamento de um sinal de aproximadamente 100 mil euros, antes de serem interrompidas em razão da prisão de Antunes.
Até o momento, a Polícia Federal afirma não ter elementos que indiquem a participação de Lulinha nas negociações do projeto ou eventual condição de sócio do lobista.
As investigações também apontam que a aproximação entre Lulinha e o "Careca do INSS" teria ocorrido por intermédio da empresária Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente e que mantinha contato com ambos. A empresária confirmou que apresentou os dois, durante depoimento à PF. Além da viagem internacional, os dois teriam participado de encontros em Brasília, alguns deles de caráter social.
Um dos pontos que levantou interesse da CPMI, mas que não pôde ser aprofundado com o fim dos trabalhos, foi a apuração de supostos pagamentos periódicos que teriam sido destinados por parte de Antunes ao filho do presidente Lula, condição sempre negada pela defesa de Lulinha.
Gazeta do Povo

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