Ex-empregada doméstica se refere a Lulinha como ‘marido’ de Roberta Luchsinger em ação judicial
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Um processo judicial movido por uma antiga empregada doméstica de Roberta Luchsinger trouxe à tona detalhes da relação entre a lobista e o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Na ação, a ex-funcionária Zildeni Gomes de Souza se refere a Lulinha como “marido” de Roberta e apresenta mensagens que indicam que o empresário residia no mesmo endereço que a lobista quando estava na capital federal.
Promessa de compra de imóvel não cumprida é o centro da disputa
A ação gira em torno de uma promessa frustrada de Roberta Luchsinger de adquirir uma casa para Zildeni no Itapoã, bairro popular de Brasília. A compra, segundo o processo, nunca foi concretizada. Zildeni alega ter arcado com despesas para reunir a documentação necessária à aquisição do imóvel e agora pede indenização de R$ 15 mil por danos materiais e R$ 40 mil por danos morais. O valor total da causa é de R$ 345 mil.
Trecho da ação menciona saída do casal do país
Um dos trechos da petição é particularmente revelador ao descrever a relação entre Luchsinger e Lulinha: “No curso das tratativas, sobreveio situação envolvendo o marido da Ré, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como ‘Lulinha’, fato que culminou na saída do casal do país”, diz a ação.
Residência no Lago Sul era o “QG” de Lulinha em Brasília
Mensagens anexadas ao processo confirmam que Lulinha morava na mesma casa que Roberta quando estava em Brasília, na QI 26 do Lago Sul. A residência já havia sido identificada como o “QG” do empresário na capital federal. Em uma das conversas juntadas aos autos, a própria Luchsinger menciona a presença dele: “Sofri acidente esquiando. Fábio estará aí dia 27”, escreveu a lobista.
Vínculo de confiança entre patroa e empregada é destacado na petição
A defesa de Zildeni, conduzida pelo advogado Evandro Inácio Kuwabara, ressalta que a relação entre as partes ia muito além do aspecto profissional. “Cumpre destacar que a relação existente entre as partes ultrapassava uma simples relação comercial. A autora trabalhou por anos na residência da ré (Roberta Luchsinger), circunstância que naturalmente gerou entre ambas vínculo de confiança e proximidade, reforçando a credibilidade das tratativas posteriormente estabelecidas (para a venda da casa)”, afirma a petição inicial.
Segundo a ação, Zildeni trabalhava de segunda a sexta-feira e recebia salário mensal de R$ 3 mil. “A requerente laborava de segunda a sexta-feira, sendo que, em 03 (três) dias da semana, cumpria jornada de aproximadamente 12 (doze) horas no período noturno”, descreve o documento.
O processo foi aberto em julho deste ano no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Pouco tempo depois, o caso foi remetido à Justiça do Trabalho e atualmente tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).


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