“AÇOITARAM UM BONECO COM MEU ROSTO”: JÚLIA ZANATTA ACIONA ADVOGADOS APÓS ENCENAÇÃO COM SUA IMAGEM

A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) denunciou uma encenação realizada durante uma manifestação em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Goiás, na qual um boneco com seu rosto teria sido açoitado em praça pública. O episódio ganhou repercussão nesta segunda-feira (12), após a parlamentar comentar o caso em entrevista à Revista Oeste e questionar a postura dos participantes do ato.
Ao comentar as imagens, Júlia Zanatta criticou grupos que se apresentam como defensores dos direitos das mulheres e classificou a situação como contraditória. Para a deputada, a encenação levanta questionamentos sobre os limites do respeito entre adversários políticos e sobre a coerência de discursos que condenam a violência contra mulheres, mas que, segundo sua avaliação, não teriam sido aplicados da mesma forma nesse episódio.
A parlamentar também questionou qual seria a reação dos mesmos grupos caso uma encenação semelhante envolvesse a primeira-dama Janja ou outra mulher ligada à esquerda. A comparação foi usada por ZaZanattaara argumentar que o respeito às mulheres não deveria depender de suas posições ideológicas ou partidárias.
Diante da repercussão, a deputada afirmou que encaminhou o caso a seus advogados para avaliar possíveis medidas jurídicas. Zanatta também mencionou a legislação relacionada à misoginia e indicou que pretende examinar as providências cabíveis. Até que haja esclarecimentos adicionais, é importante distinguir as declarações da parlamentar de eventuais conclusões jurídicas sobre a encenação.
O episódio acrescenta mais um capítulo à polarização política brasileira em meio à campanha presidencial de 2026. A representação de uma adversária política em uma situação de agressão simbólica provocou questionamentos sobre os limites do protesto e sobre a responsabilidade de quem organiza ou participa de manifestações públicas. O debate também envolve a necessidade de diferenciar crítica política, sátira e manifestações que possam ser interpretadas como intimidação ou violência simbólica.
Ao repercutir o caso, Júlia Zanatta ampliou suas críticas aos adversários políticos e convocou apoiadores da direita a manterem a mobilização durante a reta final da campanha. A deputada também mencionou atos previstos em São Paulo e em Santa Catarina. A controvérsia, por sua vez, coloca em discussão um princípio essencial para o debate democrático: a defesa da dignidade e do respeito às mulheres deve valer independentemente de partido, ideologia ou posição política.
Texto: @fabiianobraga


.png)






.jpg)
 2-1-26.png)
.png)