Justiça Eleitoral manda PF investigar ex-assessora de Lula por vídeo falso contra vice de Flávio Bolsonaro

Brunna Alfaia Foto: Reprodução/YouTube G20 Brasil
A Justiça Eleitoral determinou que a Polícia Federal (PF) investigue Brunna Rosa Alfaia, ex-assessora do governo Lula, por suspeita de divulgar informações falsas contra o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL). Gaspar é candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL). A decisão foi tomada nesta sexta-feira (16) pela 71ª Zona Eleitoral de Niterói (RJ), depois de uma notícia-crime apresentada pelo parlamentar.
O vídeo investigado
O caso envolve um vídeo publicado em 8 de outubro por quatro perfis nas redes sociais. O material associava Gaspar a uma suposta investigação por crime sexual contra uma criança. De acordo com a denúncia, a publicação também fazia referência à disputa pela Presidência e pedia votos para a chapa lulista. A informação foi divulgada pelo jornalista Paulo Cappelli, do jornal Correio da Manhã.
Quem são os citados
Brunna ocupou o cargo de secretária de Estratégia e Redes da Secretaria de Comunicação Social (Secom) durante o governo Lula, entre março de 2024 e janeiro de 2025. Ela também coordenou a comunicação digital da campanha presidencial petista em 2022.
André Martins Rembold é outro nome citado na notícia-crime. A participação de cada um dos denunciados ainda será apurada.
Argumento da defesa
A defesa de Gaspar afirmou que o vídeo foi divulgado dois dias depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar o arquivamento de um procedimento relacionado à mesma acusação. O arquivamento ocorreu após manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e se deu por falta de indícios mínimos para a abertura de investigação criminal.
O que a PF deverá fazer
Ao determinar a apuração, a Justiça Eleitoral ressaltou que a existência de elementos iniciais justifica a investigação, mas não significa que os denunciados sejam culpados. A PF deverá identificar os responsáveis pelos perfis e examinar os registros digitais da publicação. Também deverá apurar se os envolvidos sabiam que as informações divulgadas poderiam ser falsas.
Preservação de dados no Instagram
A decisão também ordenou que o Instagram preserve, inicialmente por um ano, os registros relacionados ao vídeo e aos quatro perfis envolvidos: @lulapelaverdade, @rembodinho, @kriskacarvalho e @midia.ativista. A medida inclui dados cadastrais, endereços IP e informações sobre datas e horários de acesso.
Próximo passo no TSE
O caso será encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caberá ao tribunal analisar eventual pedido de remoção do vídeo, por se tratar de conteúdo relacionado à disputa presidencial.
Contra Fatos


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