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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 18/10/2026 as 02:54:49

França em ebulição: país vive maior onda de protestos desde 2018

Paris parece ter regressado a 2018 e ao movimento dos coletes amarelos. Fora da capital francesa, as autoridades contabilizaram 140 manifestações, que juntaram milhares de pessoas.


França continua a ferro e fogo e, este sábado, Paris voltou a ser o centro dos protestos. São os maiores desde o movimento dos coletes amarelos, em 2018. O aumento do custo de vida veio juntar-se à revolta estudantil e já causou centenas de feridos, incluindo polícias, e quase 300 detidos.

Andou tudo ao compasso do gás lacrimogéneo num jogo permanente entre a força da autoridade e a coragem destemida de sangue quente, própria dos momentos de revolta 

A França está, aliás, bloqueada e o simbolismo espesso desta negritude retrata-a: os esforços do governo junto dos investidores para reduzir a dívida pública falharam e os juros trepam.

As ruas exigem soluções que um Presidente em fim de mandato, um governo encostado às cordas e um país politicamente polarizado não conseguem dar-lhes.

O protesto dura há um mês. A revolta estudantil, que começou nos subúrbios desenraizados de Paris, já transborda para o país inteiro.

Aos estudantes juntaram-se os pais, depois os professores, e todos aqueles a quem, mesmo tendo emprego, vai faltando dinheiro para o dia a dia.

Paris parece ter regressado a 2018 e ao movimento dos coletes amarelos. Macron passou por isso logo depois do arranque e agora passa por isto já à beira do fim.

O primeiro-ministro garantiu que o governo não se deixará intimidar pelos protestos.

Sebastien Lecornu acusa a extrema-direita de estar a espalhar o caos, mas já antes as autoridades tinham responsabilizado a extrema-esquerda. 

As ruas, porém, afirmam-se politicamente diversas. O dinheiro na carteira falta a todas as cores políticas

O sábado acordou suspenso. Vinte seis estações de metro fechadas no centro de paris e ruas quase desertas exibiam uma aparência de calma que, quando a tarde rompeu, explodiu.

Protestos alastraram ao resto do país

Fora de Paris, as autoridades francesas contabilizaram 140 manifestações, que juntaram milhares de pessoas. 

É um país em protesto de Norte a Sul. As reivindicações que levam há vários dias milhares às ruas de paris são comuns a várias cidades.

Na cidade de Nantes, por exemplo, centenas ocuparam as ruas e criticaram a inação do governo face ao custo de vida galopante.

Se ali os protestos decorreram de forma pacifica, a Sul a manifestação ficou marcada por confrontos com a polícia, como em Marselha, onde a polícia francesa lançou granadas e os manifestantes atiraram projéteis.

Nas cidades de Lyon, Lille e Estrasburgo, a tarde de protestos ficou também marcada por um escalar da violência.

Em Lyon, o posto de turismo da cidade ficou destruído após ter sido incendiado pelos manifestantes 

Em Estrasburgo, mesmo debaixo de chuva, centenas saíram a rua. A polícia de intervenção usou gás lacrimogéneo para dispersar estudantes do ensino secundário e universitários. Vários manifestantes foram detidos.

Também em Lille as autoridades lançaram gás lacrimogéneo sobre as centenas que se manifestavam contra o aumento do custo de vida e degradação dos serviços públicos.

Enquanto a polícia tentava fazer recuar a multidão, pelo menos uma pessoa teve de ser socorrida e retirada do local. 


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