Por Donato Heinen. Publicado em 27/10/2026 as 17:00:34
Funcionário de aeroporto diz que Flávio estava entre passageiros
Senador estaria na lista de ocupantes de jato no aeroporto internacional de Puerto Iguazú, Argentina

Flávio Bolsonaro Foto: EFE/ Lucas Figueired
O piloto Mauro Mattosinho afirmou que um funcionário do aeroporto internacional de Puerto Iguazú lhe relatou, sob anonimato, que o nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) consta na lista de passageiros de um voo executivo no local. A decolagem estava prevista para ocorrer às 2h da manhã desta terça-feira (27), mas foi suspensa por problemas com a documentação de passageiros.
– Segundo me informaram, a decolagem inicialmente estava prevista para as 2 horas da madrugada, mas permanecia na pista às 7 horas – disse Mattosinho em contato com a Folha de S.Paulo.
Mauro Mattosinho trabalhou na Táxi Aéreo Piracicaba (TAP), empresa responsável pelo transporte de empresários investigados por um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes no setor de combustíveis, com suposta participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
O aeroporto onde está o jato em que Flávio embarcaria está situado a 22 quilômetros de distância da fronteira argentina com o Brasil. A aeronave seria um jato Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, da Baires Fly S.A.
Segundo o funcionário do aeroporto ouvido por Mattosinho, a aeronave não decolou por problemas de documentação de passageiros, entre eles, Flávio Bolsonaro, que não teria preenchido os campos de identificação.
Como mostrou o Pleno.News, o site argentino Infobae publicou uma reportagem no início da madrugada desta terça que o senador teria deixado o Brasil e viajado para a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos em um avião particular. A informação, no entanto, foi contestada por aliados do parlamentar, que negaram que ele tenha saído do país.
A viagem do congressista teria ocorrido após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar a apreensão dos passaportes do parlamentar, a pedido da Polícia Federal (PF). Diante do descumprimento da ordem judicial, a PF cancelou os documentos do parlamentar por meio do sistema da corporação.
Pleno News
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