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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 01/11/2026 as 00:58:39

LULA É PRESSIONADO POR ALIADOS A INDICAR SUBSTITUTO DE BARROSO NO STF ANTES DA POSSE DOS NOVOS SENADORES

Articulações políticas buscam antecipar a escolha do próximo ministro do Supremo; Jorge Messias e Rodrigo Pacheco são citados como possíveis nomes, em meio à expectativa de mudanças na composição do Senado


Aliados políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão pressionando o petista a definir ainda em 2026 o nome que ocupará a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF). A preocupação nos bastidores do governo é garantir que a indicação seja aprovada pelo Senado antes da posse dos novos parlamentares, prevista para fevereiro de 2027.
A estratégia defendida por interlocutores do Planalto busca evitar que a mudança na composição do Senado dificulte a aprovação do próximo ministro do Supremo. Com o resultado das eleições, partidos de oposição e da direita ampliaram sua representação na Casa, alterando o cenário das articulações políticas.
Um dos principais argumentos apresentados a Lula é que a escolha precisa considerar a capacidade de reunir apoio entre diferentes grupos políticos. A avaliação de aliados é que uma indicação sem consenso poderá enfrentar dificuldades durante a sabatina e a votação no Senado Federal.
Apesar das pressões, Lula demonstra interesse em manter o nome de Jorge Messias, atual advogado-geral da União, entre suas opções para ocupar a cadeira deixada por Barroso. O nome, entretanto, enfrenta resistência de setores do Senado, segundo relatos divulgados pela imprensa.
Diante desse cenário, Rodrigo Pacheco passou a ser mencionado nas articulações como uma possível alternativa. O ex-presidente do Senado, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), mantém relações políticas com diferentes lideranças da Casa.
O senador Davi Alcolumbre também aparece nas conversas sobre a sucessão no Supremo. Sua participação nas articulações é considerada relevante pela relação que mantém com lideranças parlamentares e pela influência na condução dos trabalhos do Senado.
A preocupação do governo está relacionada principalmente ao calendário político. Caso a indicação não seja aprovada até o encerramento da atual legislatura, Lula poderá ter de negociar com um Senado de composição diferente a partir de 2027.
Pela Constituição Federal, cabe ao presidente da República indicar o nome para o Supremo Tribunal Federal, mas a escolha precisa passar pela aprovação da maioria absoluta dos senadores, após sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
A vaga ficou disponível após a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, abrindo uma nova disputa política em torno da escolha do próximo integrante da mais alta Corte do país. A decisão presidencial deverá considerar as articulações com o Congresso e o processo constitucional de aprovação.
 As negociações devem continuar nas próximas semanas, enquanto aliados defendem uma definição antes do recesso parlamentar de dezembro. Até que Lula oficialize sua escolha e o Senado conclua a votação, Jorge Messias e Rodrigo Pacheco permanecem entre os nomes mencionados nos bastidores políticos.

O Globo


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