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Por Donato Heinen. Publicado em 19/11/2025

Notas e Apartes 1.634

Dia 19-11-25 – Coluna publicada em GSRN

                                                                                      

Paraguai – Outrora conhecido como país do contrabando, o Paraguai está em franco desenvolvimento econômico e social. O país está atraindo cada vez mais empreendedores, a maioria brasileiros. Devido à carga tributária crescente no governo Lula, a Lupo decidiu ampliar a produção no Paraguai, onde gerou 110 empregos novos. A empresa é líder nacional na venda de meias, cuecas e meia-calça e ampliou sua presença no vestuário esportivo com a marca Lupo Sports. A presidente da Lupo disse que operar no Paraguai custa cerca de 28% a menos que no Brasil.

COP30 – Os transtornos na COP30 continuam. Era tudo muito previsível. Realizar um evento dessa envergadura em plena Amazônia, em uma cidade sem a infraestrutura mínima necessária como Belém (PA), foi uma decisão típica de um governo de esquerda. Sem planejamento, com viés ideológico e uma ótima oportunidade para o desvio de milhões de reais através de corrupção.

Polêmica – O pessoal de esquerda ficou indignado com o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, que esteve em Belém na semana passada. De volta a Berlim, Merz disse em discurso a empresários: “nós vivemos em um dos países mais bonitos do mundo. Perguntei a alguns jornalistas que estiveram comigo no Brasil na semana passada: ‘Quem de vocês gostaria de ficar aqui?’ Ninguém levantou a mão. Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha, especialmente daquele lugar onde estávamos.” Nazista foi um dos adjetivos mais usados contra Merz. Prefeito do Rio, Eduardo Paes foi além. Chamou o chanceler alemão de “filhote de Hitler” em seu perfil no X, que apagou pouco depois. O chanceler alemão certamente não é o único estrangeiro que viu de perto a realidade que milhões de brasileiros vivem.

Belém - As condições de vida na capital paraense são ainda piores do que as de outras capitais do Brasil. A organização da COP30 é vexaminosa. A própria ONU solicitou aos organizadores para que providenciassem melhorias na segurança, na refrigeração das salas e nos banheiros sem água. Estes são apenas alguns dos problemas ocorridos durante o evento. A COP 30 reflete a realidade atual do país, onde o presidente e seus comparsas vivem de forma nababesca, enquanto ao povo cabe pagar a conta dos luxos de governantes preocupados apenas com seu próprio bem-estar.

Boteco – Em palanque montado para inaugurar uma ponte ligando TO ao PA, Lula disse, ontem, que Friedrich Merz “devia ter ido num boteco no Pará, ter provado a culinária do Pará, porque ele ia perceber que Berlim não oferece para ele 10% da qualidade que oferece o Estado do Pará”. Deve ser o mesmo boteco onde Lula disse que resolveria a guerra da Ucrânia tomando uma cervejinha com Putin e Zelensky. Merz certamente voltará correndo para a BOTECOP pra visitar um “kneipe” depois de saber das maravilhas que Belém oferece e ele não soube aproveitar.

Tarifas – Donald Trump retirou a tarifa linear de 10% sobre a importação de dezenas de produtos brasileiros. Permanecem os 40% referentes à chamada tarifa política, imposta ao Brasil devido à violação de direitos humanos e outros crimes cometidos pelo ministro tirano. O governo e a imprensa mamateira comemoraram dizendo que era resultado das reuniões de Lula e do chanceler Mauro Vieira com o governo dos EUA. Mas em seguida se renderam à realidade ao verem que Trump zerou as tarifas para dezenas de países que haviam sido punidos com índices acima de 10%.

Balela – Os ambientalistas continuam alegando que o tal aquecimento global é motivado por ações humanas que estariam interferindo no clima. Luiz Carlos Molion e outros cientistas defendem que as mudanças climáticas não ocorrem por interferência humana. O clima da Terra tem ciclos climáticos naturais há milhões de anos. Os discursos dos trombeteiros do apocalipse ambiental em eventos sobre clima já são conhecidos de longa data. É muita conversa pra pouca ação. O Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), criado durante a COP30, visa arrecadar 125 bilhões de dólares. O Brasil aportou um US$ 1 bilhão. O total obtido até agora não chega a US$ 2 bi.

Discurso x prática – Há cerca de um mês, Lula disse que a COP30 “não vai ser a COP do luxo. É a COP da verdade. Eu falei pra Janja: eu não vou pra um hotel, eu vou dormir num barco”. Mas ele recusou uma embarcação oficial da Marinha para se hospedar. Preferiu o iate de um empresário privado que, de acordo com várias reportagens publicadas, tem histórico de contratos com o governo do Amazonas e foi citado em denúncias eleitorais. O custo, claro, está sob sigilo.

Incoerência – Em seu discurso na abertura da COP30, Lula disse que é preciso acabar com o uso de combustíveis fósseis. Mas, em outubro passado, ele anunciou que a Petrobras vai extrair petróleo na Foz do Amazonas. Muito coerente... Não sou contra a exploração de petróleo na região. Pelo contrário. Creio que é um dos poucos acertos do governo.

ONGs – A agenda da COP30 é das Organizações Não Governamentais e não dos amazônidas. Os recursos destinados às ONGs são gastos em sua maior parte com a remuneração de seus membros. É muita lacração e pouca ação em favor da população local.

Custos – O custo total da COP30, que iniciou oficialmente em Belém (PA) na segunda-feira, não foi divulgado, sendo praticamente impossível estimar os valores. Segundo vários órgãos de imprensa, será de bilhões de reais. Como as diárias de hotel aumentaram de forma absurda na cidade, milhares de brasileiros e de estrangeiros deixaram de participar. Para resolver em parte este problema, o governo federal reservou R$ 259 milhões para garantir hospedagem de delegações estrangeiras em dois navios de cruzeiro atracados em Belém. Além disso, pagou R$ 33,7 milhões para cobrir custos de logística, serviços de gestão, entre outros.

Lisura – Como ocorre em todas as ações do governo Lula, as despesas da COP30 estão rigorosamente de acordo com a lei. Não há qualquer possibilidade de desvio de dinheiro público. Tudo na maior lisura, claro. Maldosamente, algumas pessoas apelidaram o evento de RO(u)BOCOP.

Preços – A própria imprensa – nacional e estrangeira – sente na pele os preços de itens como água, refeições, lanches e outros. Na área reservada aos jornalistas, uma lata de água mineral de 350 ml custa R$ 25,00. Uma coxinha de frango é vendida a R$ 35,00 e um doce brigadeiro por R$ 20,00. Na segunda-feira, a comida acabou na chamada zona verde do evento e visitantes almoçaram sorvete. Ontem, Janja tripudiou de jornalistas ao perguntar: já compraram coxinha?

  Infraestrutura – Apesar dos investimentos bilionários, a infraestrutura deixa a desejar. Imprevistos podem acontecer em qualquer evento. Faltou água nos banheiros dos jornalistas nos dois primeiros dias. A COP também teve alagamentos, água escorrendo do teto em área de conferência, calor em pavilhões devido a problemas no ar-condicionado, incêndio perto do aeroporto etc. Lula tem razão. Não é a COP do luxo... para os outros.

Frustração – Na ânsia de querer aparecer, dona Esbanja ofereceu um coquetel para chefes de Estado de outros países, na sexta-feira (7). Somente o presidente do Chile veio. Na inauguração do evento, no dia 6, apenas 57 chefes de Estado e de governo participaram. Parece que o prestígio do governo Lula não é dos melhores. Na edição anterior, no Azerbaijão, 75 chefes de Estado e de governo compareceram. Jogando em casa, levamos um 7x1 da Alemanha na Copa de 2014. E perdemos feio para o Azerbaijão (!) na COP30.

Bichos – Entre outros eventos, a COP(FLOP)30 teve desfile de pessoas fantasiadas de animais rastejando diante do público na chamada green zone. O ato folclórico virou motivo de chacota. Foi um verdadeiro carnaval. É o retrato do governo.

Paralisação – O chamado shut down paralisou muitas atividades do governo dos EUA. Após 40 dias, o Congresso liberou novos recursos no Orçamento. Com isso, as ações contra Nicolás Maduro devem ser intensificadas. Trump enviou o maior porta-aviões do mundo ao Caribe, que certamente não está lá a passeio. O ditador deve cair de maduro.

Pesquisa – Pesquisa divulgada ontem pela Futura/Apex mostra que 46,1% dos eleitores entrevistados avaliam que a segurança pública piorou no governo Lula (PT). Apenas 18,2% consideram que melhorou. Mais de 2 mil eleitores de 898 cidades foram ouvidos.

Comando Vermelho – O CV ampliou muito seu domínio no Estado do Rio de Janeiro. Já controla 70 dos 92 municípios fluminenses, conforme relatório da Polícia Militar. Em 36 municípios, o CV não tem concorrência de outras facções. Conforme o relatório, o tráfico representa apenas de 10% a 15% do faturamento. Gás, energia elétrica, internet, transporte e extorsão estão entre as principais atividades, causando enormes prejuízos a empresários e à população.

Equiparação – Relator do projeto de lei antifacção, o deputado Guilherme Derrite (PP/SP) havia incluído no PL artigo que equipara organizações criminosas a grupos terroristas. Isso desagradou os defensores da bandidagem e o sistema apodrecido reagiu. Ministros do Supremo então enviaram recado ao Congresso dizendo que a equiparação poderia ser julgada inconstitucional. Presidente da Câmara, Hugo Mota novamente se sujeitou, após reunião no STF. O Congresso, mais uma vez, fica de joelhos diante do Judiciário. Derrite recuou. O nível de degradação e submissão do Legislativo é infame.

Jogatina – Levantamento do TCU diz que somente em janeiro deste ano famílias com algum beneficiário do Bolsa Família transferiram R$ 3,7 bilhões para casas de apostas. Isso corresponde a 27% dos R$ 13,7 bilhões pagos pelo programa no período. Também há suspeita de que contas do Bolsa Família sejam utilizadas para fraudes com apostas e outras práticas ilegais.

Alienação – Impressiona como algumas informações chegam à população de forma deturpada. Pesquisa financiada pelo CNPq e Fapemig mostra que 53,2% das pessoas de esquerda, 33,5% de centro e 19,6% de direita acreditam que a facada em Bolsonaro foi planejada por ele para ganhar a eleição em 2018. Ante 37,3%, 57,7% e 75,4%, respectivamente, que não acreditam nesta versão. Parte da sociedade está moralmente doente.

Donato Heinen

 
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