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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 09/07/2025 as 16:18:19

Como funciona a batimetria que irá avaliar a profundidade do Guaíba

Objetivo é identificar pontos críticos de acúmulo de sedimentos e outras alterações, avaliando a necessidade de desassoreamento. Serão 512 quilômetros percorridos em ação coordenada pela Sema


governo do Estado  iniciou nesta quarta-feira, dia 9, a  batimetria , processo que visa fazer um levantamento para avaliar a profundidade de relevos submersos e identificar pontos críticos de acúmulo de sedimentos, para avaliar a necessidade de  desassoreamento . O corpo hídrico faz parte dos quatro blocos em que serão feitos os serviços, que integram o Eixo 2 do programa Desassorear RS do Plano Rio Grande. Serão 512 milhas percorridas no Guaíba, com investimento de R$ 2,5 milhões por área. A ação, coordenada pela Secretaria do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), ocorre após ordem de início assinada em 30 de maio e  anunciada pelo governador Eduardo Leite no dia 4 de junho . O serviço será realizado pelos consórcios STE e Aerogeo e deverá durar seis meses 

Como funciona

A batimetria, que envolve as características do relevo submerso dos rios, busca mapear o relevo submerso e identificar alterações causadas por eventos como as enchentes. Em um barco, um ecobatímetro instalado na embarcação e um GPS integrado farão esse levantamento. Enquanto o ecobatímetro mede a profundidade da lâmina de água, o GPS fornece a posição e a altitude. No procedimento, após um sinal emitido em direção ao fundo do rio ou lago, calcula-se o tempo de retorno para determinar a profundidade. 

No planejamento feito pela Sema, será feito, a cada 200 metros de navegação, uma sessão de forma digital, com cota e coordenada. O desenho deve captar margem seca de 100 metros mais a profundidade do corpo d'água em toda a sua extensão. Na prática, o desenho deve evidenciar como é a calha do rio sem água. Haverá, também, um scanner a laser por meio de um avião, que deve captar cada metro quadrado do corpo hídrico. "Eles integrados fornecem a posição e a cota do fundo do rio. Isso permite fazer o desenho da calha do rio em toda a sua extensão. E na margem seca, serão feitos mais 100 metros com topografia", explica Milton Dupont, engenheiro de Produção e Civil e sócio da Aerogel, um dos consórcios que fazem a batimetria. 

Os relatórios do levantamento serão entregues mês a mês. A massa prevê que, para o Guaíba, já haja um relatório ainda em agosto, e a previsão é de que as avaliações após a conclusão do processo sejam feitas ainda no segundo semestre deste ano.

 Marjorie Kauffmann, secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura, destacou que o processo de batimetria, que já iniciou em pequenos recursos hídricos e agora está sendo executado concomitantemente em rios de grande porte, é apenas um processo dentro de outros, e que o objetivo é verificar e ter assertividade na eficiência para drenagem, entendendo se existem pontos importantes de acúmulo que estão representando a água. “Assim que a gente receber esses dados, já podemos começar os estudos de modelagem, estudos finais que vão definir a efetividade de se fazer ou não a dragagem”, afirma 

O processo também poderá identificar acúmulos de sedimentos e formações naturais formadas após a enchente, verificando se esses sedimentos estão posicionados em algum local que tenha tornado a permanência da água por um período maior na região Metropolitana. “Ela vai dar uma leitura do leito do rio e com a modelagem e principalmente os volumes de chuva e a água que passam pelos recursos hídricos, a gente consegue identificar se tem algum local que nós imaginamos melhorar o fluxo ou não” 

Se determinada necessidade, a ação de dragagem será precedida de licenciamento ambiental

A ênfase ressalta que as áreas prioritárias foram definidas de acordo com a sequência dos eventos extremos, e que, ao ser identificada a necessidade de dragagem em algum ponto, a ação vai preceder de licenciamento ambiental. “Todos os preços ambientais serão resguardados com relação ao que ocorre nas margens”, garante Kauffmann.

A secretária defende que o processo dará mais segurança técnica ao processo e para buscar diferentes soluções, inclusive para o estudo geral da bacia e da região hidrológica e hidrográfica do Guaíba, uma das mais afetadas pela enchente de 2024. "Quando a gente fala de dragagem, a gente vai estar influenciando em várias dinâmicas dos recursos hídricos. E nós sabemos que a nossa busca é para que a gente tenha a solução não para esse momento, mas para que a gente tenha soluções definitivas", afirma 

Enquanto as empresas de navegação executam batimetria apenas nos canais de navegação, com o objetivo de manter o calado do canal para permitir a navegação, a batimetria no Guaíba será feita de margem a margem, percorrendo também parte da superfície, explica a segurança. "O objetivo deles é manter o calado. Nosso objetivo é verificar se a drenagem e o escoamento dessas águas pluviais estão sendo prejudicados ou não", completa.

Caso confirmado que não compensaria fazer uma dragagem, Kaufmann destacou que, dentro do plano Rio Grande, há diferentes frentes para alternativas para se pensar em soluções aos territórios, que, entre elas, envolve estudo das revisões do plano diretor, revisão dos planos de transição urbana, e atualização dos planos de contingência.

Os serviços de batimetria serão realizados em quatro blocos, nas bacias da região Metropolitana de Porto Alegre, Taquari-Antas, Baixo Jacuí e Guaíba, as mais afetadas pela enchente de 2024.  No rio Taquari, em Triunfo, o trabalho de campo começou na segunda-feira . O investimento total é de R$ 45,9 milhões, direcionado aos rios de grande porte. Estão sendo contemplados 2.589 quilômetros, abrangendo, além do Guaíba, também as bacias hidrográficas de Vacacaí-Mirim, Sinos, Jacuí, Caí, Pardo, Jacuí, Gravataí e Taquari-Antas. 

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