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Por Donato Heinen. Publicado em 09/07/2025 as 18:03:51

Defesa de Filipe Martins diz que autor de fraude nos EUA já foi identificado

Advogado afirma que dados falsificados foram usados em acusação contra ex-assessor de Bolsonaro, com envolvimento de agentes públicos


O advogado Jeffrey Chiquini, que recentemente assumiu a defesa de Filipe Martins, declarou nesta terça-feira (8) que autoridades dos Estados Unidos já identificaram o autor da falsificação de registros de entrada no país atribuídos ao ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Esses registros adulterados serviram de base para a acusação de que Martins teria tentado fugir do Brasil. Em entrevista à rádio AuriVerde, Chiquini classificou o caso como extremamente grave:

“Já se sabe quem foi o responsável pela inserção falsa no sistema americano”, disse o advogado. “É muito grave o que aconteceu, é criminoso. Tem agente público que deveria estar na cadeia pelo que fizeram contra o Filipe Martins.”

Segundo a defesa, houve manipulação do sistema imigratório dos EUA com participação de autoridades brasileiras.

Divisão da defesa: atuação nacional e internacional

A parte internacional do caso continua sob responsabilidade do advogado Marcelo Almeida Santanna, que já acompanhava o processo. Em contrapartida, a representação de Martins no Supremo Tribunal Federal (STF) agora está a cargo de Jeffrey Chiquini.

Investigação no STF e a Operação Tempus Veritatis

Filipe Martins é investigado pelo STF por suposta participação em um plano de ruptura institucional após a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva. Em fevereiro de 2024, ele foi preso pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Tempus Veritatis.

Segundo a investigação, Martins integraria o chamado “núcleo 2”, responsável por suporte logístico ao plano golpista. A PF alega que o ex-assessor tentou fugir do Brasil no mesmo voo em que Bolsonaro viajou aos EUA, em 30 de dezembro de 2022.

Contradições na versão da PF e provas da defesa

A defesa de Martins, porém, apresentou provas de que ele permaneceu no Brasil após a suposta tentativa de fuga. A companhia aérea Latam confirmou que o ex-assessor embarcou de Brasília para Curitiba em 31 de dezembro de 2022, contradizendo diretamente a narrativa da PF.

Além disso, os advogados contestaram os registros de imigração mencionados no inquérito, alegando que houve inserção fraudulenta de dados no sistema norte-americano. Chiquini afirma que o documento utilizado foi manipulado propositalmente para incriminar Martins.

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