O plano secreto da CIA para criar ‘assassinos programados’ pode ter sido real

Durante décadas, houve uma ideia que circulava entre teorias, livros e filmes: a possibilidade de criar pessoas capazes de matar… sem saberem o que estavam a fazer.
Um conceito tão extremo que parecia impossível.
Mas, segundo um psiquiatra que analisou milhares de documentos desclassificados, essa hipótese pode ter sido levada muito a sério.
Quando o medo moldava a ciência
A história remonta à Guerra Fria, um período em que o receio de novas formas de guerra — invisíveis, psicológicas, imprevisíveis — levou várias potências a explorar territórios pouco claros.
Do lado americano, isso traduziu-se em programas secretos focados numa pergunta inquietante: será possível controlar o comportamento humano?
Segundo o especialista Colin Ross, que estudou mais de 1.500 documentos governamentais, a resposta foi procurada através de experiências intensas — e controversas.
Dividir a mente para controlar o corpo
O objetivo não era apenas influenciar decisões.
Era ir mais longe.
Criar personalidades ocultas dentro de uma mesma pessoa, capazes de ser ativadas para cumprir missões específicas — desde espionagem até assassinatos — sem que o indivíduo tivesse consciência disso.
O conceito ficou conhecido como ‘candidato Manchuriano’.
Uma espécie de agente perfeito: eficaz, invisível… e sem memória.
O laboratório humano
Para tentar alcançar esse objetivo, foram usadas várias técnicas.
Hipnose. Choques elétricos. Drogas como LSD. Isolamento sensorial.
Tudo, segundo Ross, numa tentativa de perceber até onde podia ir a manipulação da mente humana.
Alguns dos programas — como o famoso MK-Ultra — são hoje reconhecidos historicamente, tendo sido expostos em investigações do Congresso dos Estados Unidos nos anos 1970.
Mas o que realmente aconteceu dentro desses projetos continua, em grande parte, envolto em incerteza.
Nomes que alimentam dúvidas
Parte das conclusões mais controversas prende-se com possíveis ligações a figuras conhecidas.
Ross aponta para casos como Lee Harvey Oswald, associado ao assassinato de John F. Kennedy, ou Charles Manson, responsável por crimes que marcaram a década de 1960.
Não há provas definitivas de ligação direta.
Mas há detalhes que continuam a levantar perguntas. Trajetórias incomuns. Contactos inesperados. Lacunas difíceis de explicar.
O que nunca chegou a ser revelado
Um dos maiores obstáculos para compreender estes programas é simples: muitos dos registos foram destruídos. Documentos eliminados, arquivos incompletos, fragmentos dispersos.
O resultado é um puzzle incompleto — onde algumas peças existem, mas o quadro total pode nunca ser conhecido.
Entre história e inquietação
Hoje, os programas de controlo mental da CIA são reconhecidos como reais — pelo menos em parte.
Mas a extensão do que foi tentado, testado ou conseguido continua a ser debatida.
E talvez seja isso que torna esta história particularmente inquietante.
Não o que sabemos.
Mas tudo aquilo que pode ter acontecido… e que nunca chegou a ser contado por completo.
Francisco Laranjeira


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