Ciclone extratropical pode provocar temporais e ventos de até 100 km/h no RS a partir de segunda-feira

Por: GZH
Um ciclone extratropical deve se organizar entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul na segunda (6) e terça-feira (7), com previsão de provocar temporais, ventos fortes que podem chegar a 90 km/h em áreas continentais e ultrapassar 100 km/h em alto-mar, além de risco de transtornos como queda de árvores, destelhamentos e interrupções no fornecimento de energia no Sul do Brasil.
O alerta é da Climatempo, que prevê que o sistema, associado a uma frente fria, também vai espalhar chuva pelo Sudeste e pelo Centro-Oeste até sexta-feira (10).
A formação começa na segunda-feira, com a intensificação de uma área de baixa pressão atmosférica entre o Paraguai e o norte da Argentina.
Na terça, esse sistema se desloca em direção à faixa litorânea entre o Uruguai e a Argentina, onde se consolida como ciclone extratropical.
A previsão é que a pressão atmosférica no centro do ciclone caia abaixo de 1 mil hectopascais (hPa) até a noite de terça, índice que indica um sistema de forte intensidade.
Alerta de ventos fortes
O Rio Grande do Sul começa a sentir os efeitos ainda na segunda-feira. A previsão é de rajadas entre 60 km/h e 80 km/h no Litoral e Sul do Estado.
Nos demais Estados do Sul e em Mato Grosso do Sul, os ventos devem variar entre 40 km/h e 60 km/h ao longo do dia.
Na terça-feira, as rajadas se intensificam e passam a ser frequentes em todo o interior da Região Sul, podendo chegar a 70 km/h mesmo sem chuva.
Quando as nuvens do tipo cumulonimbus, chamadas nuvens de tempestade, se espalharem pela região, as rajadas podem alcançar 90 km/h. No litoral gaúcho e catarinense, os ventos ficam entre 60 km/h e 80 km/h ao longo do dia.
O ciclone não deve avançar sobre Santa Catarina, o Paraná, o Sudeste ou o Centro-Oeste. A frente fria associada a ele, porém, segue esse caminho.
Temporais no Sul, chuvas no Sudeste
Na segunda e terça-feira, o processo de formação do ciclone e da frente fria provoca temporais no Rio Grande do Sul e em Mato Grosso do Sul. Santa Catarina e o Paraná ficam sob risco principalmente na tarde e na noite de terça.
A partir de quarta-feira (8), o ciclone começa a se afastar pelo oceano, deslocando-se ao longo da costa gaúcha em mar aberto.
Mesmo assim, toda a costa sul ainda terá ventos fortes e mar agitado. Na quinta-feira (9), os ventos perdem intensidade, mas ainda podem chegar a 65 km/h na costa do Sul e do Sudeste.
A frente fria avança sobre o Sudeste na quarta e na quinta-feira, trazendo pancadas de chuva para todos os estados da região e espalhando precipitação sobre Goiás e o Distrito Federal.
Na sexta-feira, o ciclone já estará em alto-mar, e o risco de ventos fortes na costa diminui.
Atenção redobrada no mar
Para os navegantes, o alerta é maior. Em alto-mar, as rajadas associadas ao ciclone podem ultrapassar 100 km/h na costa do Uruguai, na província de Buenos Aires e na região oceânica do extremo sul do Brasil.
A orientação para embarcações é acompanhar os avisos náuticos da Marinha do Brasil antes de qualquer saída ao mar durante o período.
O que é um ciclone extratropical?
Diferentemente dos ciclones tropicais, os ciclones extratropicais não se formam sobre o mar quente nem têm olho definido. Eles surgem quando massas de ar com temperaturas muito diferentes se encontram em latitudes médias, fora da faixa tropical do planeta.
O gatilho desta semana é o contraste entre o ar quente acumulado sobre o norte da Argentina e o Paraguai e uma forte massa de ar frio de origem polar que avança pelo leste da Argentina em direção ao oceano.
É na fronteira entre esses dois sistemas que nasce o ciclone extratropical e, com ele, a frente fria que vai se estender pelo continente.


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