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Por Grande Santa Rosa Notícias. Publicado em 29/04/2026 as 01:17:32

Dos Kennedy a Trump: a história dos atentados que marcaram a presidência dos EUA

O ataque que aconteceu durante o jantar organizado pela Casa Branca, com a presença do Presidente Donald Trump e de vários jornalistas em Washington DC, fez com que o longo historial de violência política nos Estados Unidos e a vulnerabilidade a que as figuras de alto perfil estão sujeitas voltasse ao centro do debate.


O episódio do último sábado surge num momento em que Donald Trump já sobreviveu a duas tentativas de assassinato desde o início da campanha de reeleição, durante os últimos dois anos. E embora os detalhes oficiais ainda não tenham sido totalmente divulgados, o incidente foi suficiente para reabrir a discussão sobre a segurança presidencial.

No caso de Trump, o caso mais grave ocorreu em julho de 2024, durante um comício ao ar livre em Butler, no estado da Pensilvânia. 

No decorrer do incidente, o então candidato à Casa Branca foi atingido de raspão na orelha por um disparo. O atirador, um jovem de 20 anos, foi abatido no local por agentes de segurança.

Donald Trump baleado na orelha durante um comício na Pensilvânia em 2024

 O episódio viria a tornar-se num dos momentos mais tensos da campanha eleitoral nos EUA e para muitos fez somar votos nas urnas a favor do candidato republicano.

Estados Unidos, um país com uma longa história de atentados presidenciais

Tentativas de assassinato e presidentes feridos não são uma novidade nos Estados Unidos. Ao longo da história, quatro presidentes em exercício foram assassinados.

Abraham Lincoln foi morto em 1865, James A. Garfield em 1881, William McKinley em 1901 e John F. Kennedy em 1963. Em todos os casos, os ataques envolveram armas de fogo e tiveram motivações políticas ou ideológicas.

John F. Kennedy foi morto ao lado de Jackie O. Kennedy enquanto andava no automóvel presidencial a 22 de novembro de 1963, em Dallas, nos EUA.
SIC Notícias

Para além das mortes consumadas, vários presidentes sobreviveram a tentativas de homicídio 

Theodore Roosevelt foi atingido durante uma campanha eleitoral em 1912, mas mesmo ferido Roosevelt consegui continuar e terminou o discurso.

Passado mais de 60 anos, Ronald Reagan foi gravemente ferido em 1981, depois ser baleado à saída de um evento em Washington, uma bala terá feito ricochete na limusine presidencial e atingiu o presidente abaixo da axila.

Reagan acabaria por passar 12 dias no hospital e seria o último presidente a sofrer um atentando a tiros, antes de Trump.

Ronald Reagan estremece e levanta o braço esquerdo ao ser alvejado por um agressor à saída de um hotel em Washington, na segunda-feira, 30 de março de 1981.
RON EDMONDS/AP

A lista de atentados aumenta quando se contam os que não ficaram feridos.

Em 1933, um homem disparou cinco vezes contra o carro de Franklin D. Roosevelt, mas o presidente escapou ileso 

Em setembro de 1975, foi a vez de Gerald Ford, que sobreviveu a dois atentados, ambos feitos por mulheres.

Os ataques não se restringiram apenas a presidentes em exercício. Alguns dos candidatos à Casa Branca não resistiram e ficaram pelo caminho. Foi o caso de Robert F. Kennedy, assassinado em 1968, e George Wallace, baleado e parcialmente paralisado em 1972.

Violência partidária 

A violência política nos EUA também atingiu outras figuras públicas. Martin Luther King Jr. em 1968, foi morto mesmo sem nunca ter concorrido à Casa Branca.

Martin Luther King discursa em Washington em 1963.
SIC Notícias

Em 2011, a congressista Gabrielle Giffords foi gravemente ferida num ataque, e em 2017 o congressista Steve Scalise também foi baleado durante um treino de basebol.

Mais recentemente, o ataque ao Capitólio a 6 de janeiro de 2021 marcou um dos episódios mais graves da história política moderna do país, com milhares de apoiantes de Trump a tentarem impedir a certificação eleitoral de Joe Biden 

Ataque dos apoiantes de Trump ao Capitólio em 2021
SIC Notícias

O que explica esta escalada de violência?

"Num país com mais armas do que pessoas, e onde as armas de fogo estão facilmente disponíveis, não é surpreendente que os ataques a tiros sejam o meio preferido para assassinar ou tentar assassinar detentores de cargos políticos", diz Thomas Klassen, professor da Escola de Política Pública e Administração da Universidade York no Canadá. 

Importante realçar que a maioria dos criminosos foi presa condenada à morte ou à prisão perpétua em prisões ou em hospitais psiquiátricos.

De notar, que alguns dos assassinos, principalmente os que que tinham problemas psicológicos, agiram sozinhos, enquanto os que tinham motivações políticas agiram, frequentemente, em grupo.

"Ser Presidente é uma profissão de risco"

Comentando o aumento da violência política, Trump afirmou recentemente que "ser Presidente nos EUA é uma profissão perigosa", comparando o cargo de presidente a outras atividades de elevado risco como ser piloto de corrida ou toureiro.

"Se o Marco me tivesse dito isso, talvez eu não me tivesse candidatado", disse, referindo-se a Marco Rubio, secretário de Estado e um dos rivais na disputa pela indicação republicana em 2016 

Para vários analistas, os episódios recentes levantam uma questão cada vez mais presente: a violência política está a tornar-se uma característica estrutural da democracia norte-americana?

Recorde-se que no ano passado, Charlie Kirk, influenciador e ativista conservador, foi morto a tiro num campus universitário no estado do Utah. Uma morte que marcaria a longa trajetória de violência política nos Estados Unidos.

Charlie Kirk

 Apesar de a maioria dos cidadãos rejeitar este tipo de atos violentos, os dados mostram um aumento da tensão e da radicalização, tanto no discurso como nas ações.

"Um clima de intolerância à violência reduz significativamente as chances de ocorrerem atos violentos. Como nação, enfrentamos a questão de se a violência se tornará parte da política norte-americana. Cada um de nós, individualmente, deve responder: 'Não, se pudermos evitar'”, concluiu Garen J. Wintemute, diretor do Programa de Prevenção da Violência da Universidade da Califórnia. 

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